quarta-feira, 22 de março de 2017

Montessoriando (mais ou menos) #1

Tal como falei aqui, circulam por aí às mãos de todas, milhares de vertentes, técnicas e métodos de como educar as crianças!
E tal como mencionei, não sigo nenhum à risca.

Há 3 a que sou mais fiel, mas ainda assim, não a 100%. Como disse  aqui, faço aquilo que faz mais sentido para mim.

Uma das metodologias que sigo um bocadito é a Montessoriana!

Maria Montessori, desenvolveu um método educativo que é aplicado em escolas e um pouco por muitos pais.

Destacou a importância da liberdade, da actividade e do estímulo para o desenvolvimento físico e mental das crianças. Para ela, liberdade e disciplina se equilibrariam, não sendo possível conquistar uma sem a outra. Adoptou o princípio da autoeducação, que consiste na interferência mínima dos professores, pois a aprendizagem teria como base o espaço escolar e o material didáticoin Wikipedia

Uma das suas frases mais famosas é a seguinte: “Nunca ajude uma criança numa tarefa em que ela se sente capaz de fazer
(Atenção ao “sente”!)


O que faz sentido na minha cabeça?! – Podemos ajudar uma criança a executar tarefas e com isso a sentir-se capaz e confiante! Podemos ajudá-los a sentirem-se menos diferentes de nós adultos, e dar-lhes a boa sensação de conquista! Eles são capazes de muito mais do que nos fazem crer. Dar-lhes independência e autonomia faz deles pessoas confiantes em si próprios! Penso eu. E por isso, sigo um bocadinho do que este método de educação diz.

Tenho lido e pesquisado muito sobre o assunto, e percebi algumas bases:

  • ·         Menos é mais! – Não vale a pena enchê-los de brinquedos coloridos e barulhentos, que apenas causam caos nas cabecitas deles e nas nossas. Excesso nunca foi boa prática.

  • ·         Limitar o campo visual! – Tabuleiros e cestas são os melhores amigos do método Montessori. Limitar o campo de visão a um tabuleiro ajuda na concentração no desempenho duma tarefa. Os tabuleiros devem também ser restrictos a um tema. Por exemplo utensílios de cozinha, ferramentas, cores… Não baralhem os miúdos!

  • ·         Tarefas – Um brinquedo pode ter mil e uma funções, mas o ideal é dar-lhes algo para fazer. Encaixar, separar, pôr e tirar… tarefas para fazer. Além de desenvolver a motricidade é fácil de perceber que os miúdos adoram ter qualquer coisa para fazer.

  • ·         Texturas – O tacto! Usar diferentes tamanhos formas e texturas é uma excelente forma de lhes mostrar o mundo.

  • ·         Deixá-los participar! – O cérebro de um bebé desenvolve-se a uma rapidez alucinante, e eles adoram imitar o adulto. Podemos deixá-los participar! Há mil e uma tarefas simples que os podemos deixar fazer e envolvê-los, que além de desenvolver as suas capacidades mentais e motoras, vão ainda deixá-los felizes por poderem participar.

  • ·         Confiar! – Temos que confiar neles. Dar-lhes a oportunidade de conseguirem realizar determinada tarefa. Acreditar que eles conseguem principalmente quando eles próprios acreditam e não destruir a sua autoconfiança.

Estes e muitos mais, mas estes foi os que mais retive porque fizeram sentido para mim.
Agora vamos Montessoriando cá por casa, e eu vou-vos mostrar como.


Deixo-vos alguns exemplos de brinquedos aptos para a metodologia Montessori, com tarefas, texturas e tudo aquilo que precisam para aprender e divertirem-se em simultâneo. 






(Imagens: Pinterest excepto as do Vasco)


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