terça-feira, 19 de junho de 2018

Tu, que estás prestes a ser mãe: Tu consegues!


Eu sei, eu sei que agora tudo é assustador. Eu sei que as duvidas são muitas, as histórias que te contam são aterradoras, e as dúvidas estão a cada esquina. Chegas a duvidar de ti própria. Mas sabes que mais? Tu consegues.

Tu consegues aguentar os enjoos, a azia, a dores nas costas, o calor, o sono… Tu consegues aguentar porque são apenas danos colaterais do momento que será o melhor da tua vida!

Tu consegues parir! Claro que consegues. Vais ser forte, vais focar-te no que tens que fazer para conheceres o verdadeiro amor da tua vida. As dores passam, o susto passa, o cansaço passa, e o amor entre vós fica para sempre!

Tu consegues viver em privação de sono. A acordar  vezes sem conta durante a noite, para dar de mamar, mudar fraldas e fazer massagens para as cólicas. Sabes que mais? Nem vais custar assim tanto como pensas.

Tu consegues lidar com a dúvida de “porque é que ele está a chorar?”, porque tu vais ser quem vais estar certa a maior parte das vezes. Vais conhecer o teu filho melhor que ninguém, e mesmo quando não tiveres a certeza, vais tomar a decisão certa!

Tu consegues viver com o novo corpo que vais ter e nem te importares com isso. Há coisas que passam a ser pormenores, e essas curvas ajustam-se bem ao teu novo eu.

Tu consegues educar uma criança. Ele é teu filho e conhece-lo melhor que ninguém. Tu consegues lidar com a culpa, e com todas as vezes que sentires que erraste, porque o que te move é amor, e saberá que amanhã será um dia melhor.

Tu consegues passar para segundo plano, o resto da tua vida. Fá-lo-ás com prazer e sem qualquer sacrifício. Porque tu serás a primeira a querer que o teu filho seja sempre, sempre o primeiro.

Tu consegues! Tu consegues passar horas a brincar, correr ou jogar à bola e ainda assim desfrutar com alegria cada segundo. Porque o farás com aquele pequeno ser que é tão teu.

Tu consegues! Conseguirás perceber que não és uma mãe perfeita, porque a perfeição não é algo real, definido e que se possa ler num livro. A vossa perfeição vão vocês construir juntos. E serás tão perfeita para o teu bebé quanto ele será para ti. 

Cada um com as suas manias e defeitos, serão perfeitos um para o outro!
Tu consegues!



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sexta-feira, 15 de junho de 2018

“Não podes deixá-lo com alguém?”


Muitas vezes, os poucos amigos que me restam convidam-me para coisas que não são adequadas a crianças. Até aqui tudo bem! Agradeço o convite, e sabe-me muito bem saber que mesmo que eu não esteja tão presente neste tipo de eventos continuam a lembrar-se de mim… Obrigada por isso!

O pior é quando se põe com conversas tipo:

“Não podes deixá-lo com alguém?”
“Não me digas que o puto não tem avós?!”
“Despacha-o para uma tia ou assim…

Vamos lá a ver uma coisa… 

Antes de mais eu amo o meu filho mais que tudo. E para mim, estar com ele não é um dever, é um prazer. Neste momento não há nada, que goste mais de fazer do que simplesmente passar horas no chão do quarto rodeada de carrinhos e bolas a brincar com ele e vê-lo crescer.

Ele precisa de mim. Metam isto nas cabecitas! As crianças estão no seu melhor quando estão com os pais. Mesmo que estejam bem com avós ou tios, é de nós que eles precisam mais. Precisam de se sentir em casa! E isto significa mesmo estar em casa... São muitas as crianças que mesmo estando em festas ou sítios de que gostam, querem a certa altura ir para “a nossa casa” porque é de facto o nosso canto e o nosso porto seguro.

Por fim, o filho é meu! Fui eu que o quis, fui eu que o fiz nascer e sou eu que o vou criar. Obviamente pode esporadicamente passar uma noite aos avós, mas é isso mesmo: ESPORADICAMENTE.

Não posso, nem quero atirar o puto para os avós todo o santo fim-de-semana.

Ou seja, os momentos em que o:  “Deixo com alguém” não acontece por “dá cá aquela palha!” implica uma gestão…

Por isso, certamente vou faltar a muitas dessas coisas. Reservo as idas para os avós para aquelas que são de facto muito importantes. Não vou deixá-lo só porque hoje acordaste com vontade de adormecer bêbado… Não vai acontecer…

Isto para dizer que é escusado “gozarem” connosco, pais, com frases como “O menino não tem avós” e muito menos referirem-se aos nossos filhos como se de uma planta se tratasse com “Despacha-o para uma tia ou assim…” porque não temos a mínima vontade de ”o despachar” nem achamos piadinha nenhuma a essa falta de compreensão.

Deixem-se de tretas!

Obrigada de coração pelos convites, mas entendam que a disponibilidade não é a mesma, talvez um dia a vossa mude também!

(Imagem: Pinterest)





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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Sobre a morte!

Engraçado como a vida funciona por fases... 

Quando somos bebés, nada importa, só o momento. Depois entramos na escola, e as preocupações são o sucesso escolar e os amigos no recreio. Mais tarde vêm os namoros e quando damos conta, todas os amigos à nossa volta estão a casar ou juntar-se, e a seguir vamos nós. Depois vem um "boom" de bebés a nascer no nosso meio. 
E algures por aí é suposto começar a lidar com a morte. Os bisavós, os avós... 
(pelo menos é suposto ser apenas os mais mais velhos e apenas na nossa idade adulta ainda que haja alguma excepções... alguns são obrigados a lidar com a morte muito mais cedo... )

Ao longo da minha (ainda curta) vida já vivi algumas perdas, e acabei por aprender a lidar com  elas. 

Percebi que é menos difícil, quando se tratam de mortes relativamente "espectáveis"... Quando a idade já pesa ou alguma doença já corrói... 
Percebi também que custa menos quando acontece de uma forma tranquila, sem sofrimentos prolongados... 

Mas aquilo que percebi mesmo, é que custa muito menos quando não há mágoa! Quando não fica nada por dizer... 

Incrível como vivemos uma vida inteira por perto de alguém e tantas vezes nos arrependemos das coisas que nunca dissemos... Porquê?!

Quando resta algo por dizer, a morte é um desespero. É um perder a ultima oportunidade de ter dito o que nunca dissemos.
Que estranho que é o ser humano que por mais voltas que a vida dê, não consegue apagar sentimentos...

Nunca fui rancorosa, digo vezes demais o que me vai na alma, discuto, grito e esperneio, mas não guardo mágoas. Digo o que tenho a dizer e depois limpo o quadro para que possamos escrever novamente. 


Mas se à coisa que a morte me ensinou foi isso mesmo: Não guardar para dizer depois "Eu amo-te!", "Obrigado", "Desculpa!" ou até um "Eu perdoou-te!"...

Porque hoje estamos vivos, e amanhã quem sabe...
Dizer estas coisas torna-se assim imperativo... obrigatório até... Para que nunca fiquem por dizer. 

Digam "Amo-te" aqueles que amam, antes que seja tarde demais... 

(Imagem: The New Yorker)


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terça-feira, 12 de junho de 2018

Gostava de te poder dizer que o mundo é da cor dos teus sonhos



Gostava que esse estado constante de felicidade em que vives, duraria para sempre. Estás a viver uma época fantástica, onde tudo é fácil, tudo é simples e todos os males se resolvem depressa. 

Gostava de te poder dizer que vou conseguir resolver todos os teus problemas sempre. Que teria em mim a solução rápida e simples que tens agora.
Gostava de te poder dizer que irás superar todos os desafios que encontrarás. Que nada seria mais difícil do que saltar de cima duma pedra, ou descer dum escorra muito alto.
Nada disto será assim.
O mundo tem muitas cores, nem sempre te vais sentir feliz, não te conseguirei resolver todos os problemas e enfrentarás desafios muito, mas mesmo muito difíceis!
O que te posso prometer é que estarei sempre ao teu lado. A ver-te crescer e descobrir que até o mais cinzento tem o seu lado bonito. Estarei contigo na descoberta de alternativas de problemas complicados.  Estarei à tua espera para te ajudar a levantar a cada queda, a cada dificuldade e a cada desgosto.

Darei sempre o meu melhor para te ajudar a superar todas as pedras que encontrares no teu caminho, e juntos, vamos superá-las.

O mundo não é da cor dos teus sonhos, mas se sonhares com as cores do mundo, eu prometo ajudar a colorir o teu!



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Explicar a morte às crianças!

Tal como deixei por aqui há uns dias, não sei como explicar a morte ás crianças. 
Pelos vossos testemunhos, o ideal é dizer a verdade de uma forma simples e directa. 




Mas o que é a verdade? 


O Vasco não vai mais ver o avô (bisavô na realidade)!
O Vasco provavelmente não se vai lembrar do avô!
O Vasco falou com o avô ao telefone, apenas uns dias antes de morrer, e ele disse-lhe para ir a casa dele, cavar e tratar da horta dele... 
Há pouco tempo, o avô com a pouca mobilidade que tinha ainda jogou à bola com o neto, e ele nem se vai lembrar... 
O avô não era uma pessoa repleta de virtudes, mas também não era repleto de defeitos...

Sempre fui muito "prática" (prefiro chamar-lhe assim) face à morte. Lido bem com ela.
No entanto deixa sempre em mim um sentimento de vazio, pela pessoa que deixa de existir, por todos os que não se vão lembrar dela, por todas as coisas que a pessoa já não vai ver... Deixa sempre um qualquer vazio. 


Os 89 anos que separaram estes dois, tornaram-se definitivos. 
O avô não tem mais nada para ensinar nem mais histórias para contar. Fecha-se um ciclo, e terão que ser outros agora a contar as mesmas histórias para que elas nunca morram. 
(Imagem: O avô a ensinar ao Vasco como tratar da horta!)



sexta-feira, 8 de junho de 2018

Eu pertenço-te


Os filhos são especiais porque são parte de nós.

São aqueles com quem partilhámos vida e sangue. São quem revela a cada minuto o melhor e o pior de nós. São os filhos que nos levam aos extremos de nós próprios.

Fazem-nos descobrir que podemos ser quem nunca sonhamos, e somos capazes daquilo que nunca acreditámos. 

São seres que nos fazem mover mundos por eles, sem esforço, sem pensar sequer… Pelos filhos tornamos-nos em tudo o que eles possam precisar, apenas por instinto, dedicação pura, amor…

Os filhos tornam-nos mais fortes, resilientes, lutadoras, ternurentas, mais capazes de amar sem condição, de lutar com determinação…

Os filhos são especiais porque partilhamos com eles um ritmo cardíaco, eles são como um coração a bater fora do peito, porque afinal de contas, são os únicos seres que ouviram o nosso coração bater do lado de dentro.

Se isto não é pertencer-lhes, então não sei oque será! Filho, eu pertenço-te…. Para sempre!




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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Sou como um papagaio!

Já falei várias vezes do atraso na fala do Vasco. 

Nos últimos tempos tenho notado uma evolução ENORME! Basicamente já diz tudo, a questão é que diz à sua maneira... 

E como mãe é mãe, ninguém o percebe como eu... Nem mesmo o Pai. 
Como tal dou por mim a repetir toda e cada palavra que ele diz. 
Não só para o "corrigir" e incentivar a fazer um esforço para dizer correctamente como para quem tiver presente, perceba igualmente o que ele quer. 

Estamos no parque e ele diz: "Ói, Uão..." = Olha, o avião! - e lá estou eu a repetir

Vamos na rua e cruzamos-nos com alguém que decide meter conversa: 
- "Olá, como é que te chamas? "
- "Ouá, Paco" - e lá está a mãe a repetir - "Vasco!"
- Olá Vasco, e vais passear com a mãe?
- "Ti, txu!" - e a mãe repete: "Sim, vamos comprar um chupa!"

Isto acontece em n situações. Até mesmo em casa: 
 - "Pai, cácá"
- Queres o quê?
E lá está a mãe a repetir: "Brincar"

- "Pai, iaich, tauro" - e a mãe repete: "Bolacha do dinossauro"

Ou seja, pouco a pouco vamos evoluindo. Ele diz tudo mas ainda em pequenas silabas e muito à maneira dele. 
Sendo que eu vou ficando a servir de papagaio a repetir tudo o que ele diz. 




quarta-feira, 6 de junho de 2018

Vou-te abraçar, todos os dias da minha vida!


Vou-te abraçar, todos os dias de manhã ao acordar. Vou-te abraçar sempre antes de dormir.

Vou-te abraçar quando te sentires em baixo. Vou-te abraçar em momentos de alegria.

Vou-te abraçar em dias de sol, tanto como em dias de chuva.

Vou-te abraçar ao fim-de-semana em casa, ou quando chegar dum longo dia de trabalho.

Vou-te abraçar, mesmo quando tiver cansada. Não há dores de costas que impeçam que te abrace.

Sei que vai chegar o dia em que não queres o meu abraço.

Vais passar pela fase, em que pensas que sou má porque não te deixo fazer o que queres.

Mais tarde, não vais querer a abraçar-te para não te sentires embaraçado em frente aos teus colegas.

Vai chegar o dia, em que serei apenas uma mãe chata que só quer abraços e que vais-me dizer: “Já não sou um bebé!”

Vai chegar esse dia, mas eu nunca vou desistir.
Nunca deixarei de te abraçar sempre que possa. Nunca vou desistir de te dar tantos beijos quanto permitas, porque nunca vais deixar de ser o meu bebé.

(Imagem: Pinterest)


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terça-feira, 5 de junho de 2018

Pés descalços

Há poucas coisas de que gosto mais do que andar descalça.
A sensação de liberdade, o toque de texturas, os movimentos mais soltos, são para mim dos maiores prazeres da vida!
Sempre que podemos, andamos descalços.
Quando era miúda, a minha avó vivia numa quinta, no meio do campo, e até por entre os matos de eucaliptos eu andava descalça! Livre e solta!
O Vasco é igual. Quando podemos soltamos os pés descalços e é assim que andamos sempre que podemos.
Mas esta realidade não é compatível com o dia-a-dia.
Para o dia-a-dia (entenda-se ir para o trabalho e para a creche) tive a sorte de encontrar a Pisamonas.

Além de ter imensas opções giras e atuais para os mais novos, tem também para nós e numa excelente relação qualidade/preço.
Encomendo pela net, e as entregas são sempre rápidas e mesmo que me engane no tamanho ou assim, as trocas e devoluções são gratuitas!
No entanto já abriu (FINALMENTE) a loja física em Lisboa!
São giros e práticos e a única coisa que lamento é o limite da minha carteira que não me permite comprar todos.

Mas quando chegamos a casa, aí saltam os sapatos novamente e andamos descalços. Corremos, saltamos e rebolamos, sempre descalços.
Sentimos texturas, e sensações na pele.
Somos heróis de banda desenhada, guerreiros em campo de batalha, e animais selvagens perdidos entre as sombras do tapete do quarto.
Brincamos até mais não. Aproveitamos todos os segundos. Vivemos todos os sonhos.
Amanhã de manhã, será um novo dia. Dia de calçar os sapatos, e enfrentar um novo dia de creche, jogos de bola, e corridas no recreio. Dia de esburacar os joelhos das calças e levar os sapatos ao limite. E isto, é ser criança!
Por aí? Andam descalços?!





Ah, e já agora, não sei se já vos disse, mas os sapatos da Pisamonas, cheiram bem!!! 


A loja da Pisamonas fica no Centro Comercial Continente Telheiras, Loja 8B, Av. das Nações Unidas.

Temos o que dinheiro nenhum compra!


Não temos uma casa grande com piscina, mas temos idas à praia e ao campo em passeios em família.

Não temos um carro topo de gama, mas temos pic-nic’s de manta no chão.
Não fazemos viagens milionárias a países exóticos, mas fazemos guerras de almofadas ao Domingo de manhã.

Não temos vidas luxuosas, mas temos brincadeiras de luxo!
Temos o que mais importa. 

Temos tempo, temos carinho, temos amor e cumplicidade. Temos o melhor do mundo.

Todos os dias construímos memórias, das que ficam. Das que um dia ele recordará como momentos felizes e doces, com cheiro a melancia e canela.
Temos aventuras e descobertas.

Porque para criar memórias não importa tanto a viagem, mas sim quem levamos connosco.

Com tanto que temos, como é que podemos dizer que não somos ricos?!
Somos! Muito! Somos dos mais afortunados. Somos daqueles que possuem aquilo que dinheiro nenhum compra: amor!


(Imagem: Pinterest)

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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Fazes de mim, melhor

Obrigada filho!

Obrigada por fazeres de mim melhor pessoa.

Fazes de mim mãe, esse ser maravilhoso capaz de mover montanhas.

Fazes de mim mais dedicada. Com mais empenho. Mais capaz de me entregar e dar tudo de mim.

Fazes de mim mais paciente. Mesmo quando parece que apenas queres testar a minha paciência, fazes de mim melhor pessoa.

Fazes de mim, alguém mais dócil, mais compreensiva e mais empática!

Fazes de mim mais resiliente. Mais capacitada para enfrentar o mundo, por ti.

Fazes de mim, alguém mais completo. Dás-me um propósito, um objetivo de vida… ver-te feliz.

Fazes de mim melhor pessoa, melhor mulher, porque fazes de mim mãe!

(Imagem: Pinterest)


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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Os filhos (des)unem o casal!


É muito fácil arranjar desculpas para quando as coisas correm mal. É natural e instintivo… é humano…
Os filhos não unem nem afastam um casal. Os filhos mudam toda uma vida e perspectiva. Eles apenas pegam naquilo que nós somos, e elevam-nos todas as características.
Os filhos realçam os nossos defeitos e as nossas qualidades.
É por isto que há os filhos que unem os casais e há os que os separam. Porque na realidade não foram os filhos! Fomos nós!
Demasiadas vezes os defeitos na sua forma elevada, após ter filhos, levam a melhor. E o cansaço implícito nesta fase, leva a que se tomem decisões… Muitas vezes precipitadas!
Torna-se difícil caminharmos lado a lado, e ter tempo para apreciar quem faz este caminho connosco. É fácil esquecer o que um dia nos levou a apaixonar-nos. É rápido cair-se no vazio de momentos a 2 que são essenciais.

Na verdade é difícil ser Feliz!
Ter filhos não une nem desune o casal. O casal permanecerá unido ou reunir-se-á, sempre que assim o quiser. Apenas tem que se querer… muito!


Imagem: VectorStock

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Os filhos não são troféus!


Parem com isso! Os filhos não são troféus para se exibir. Parem com as comparações, exibições e competições!

Os filhos nem tão pouco são nossos para tentarmos fazer deles máquinas de cálculo, línguas ou desporto!

Não me interessa que filho meu comece a andar tarde! Interessa-me sim que saiba que tem em mim uma parceira para jogar às escondidas!

Não me interessa que filho meu se atrase na fala! Interessa-me sim que conte comigo para contar todos os seus segredos!

Não me interessa que filho meu não seja bom a matemática! Interessa-me sim que tenha em mim uma ajuda para ultrapassar todos os obstáculos.

Não me interessa que filho meu leia devagar! Interessa-me sim que juntos criemos muitas histórias para contar.

Não me interessa que filho meu venha a ser Médico, Engenheiro, Mecânico, Varredor de ruas, e Caixa no Supermercado. Interessa-me sim que seja feliz!



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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Amo cada imperfeição tua


Muito se fala na maternidade perfeita, mas eu não entendo o conceito.

Procuram-se crianças perfeitas, quando a cada dia amo mais ainda cada imperfeição tua!

Amo quando te zangas, e fazes cara de chateado. Adoro que tenhas quereres e que mostres claramente o que gostas e não gostas.

Amo que não dês beijos a qualquer um, só porque te pedem. Os teus beijos, guardas para a queres efectivamente dar.

Amo que grites. Mesmo que às vezes não pareça que ame assim tanto, a verdade é que os teus gritos são saúde, são energia e são música para os meus ouvidos.

Amo que nunca pares quieto! Ainda que por vezes diga o contrário, amo que sejas feliz o suficiente para nunca parares!

Amo quando te ris alto! As gargalhadas mais doces de se ouvir!

Amo quando levantas a mão. Porque sabes que não deves, e ainda assim tens a personalidade que te faz testar as tuas vontades. Sabes o que queres e amo isso.

Amo que sejas desarrumado. Porque é na desarrumação que nos divertimos mais. É no meio de guerras de almofadas, peluches e bolas que somos felizes.
Amo cada imperfeição tua. Porque é o conjunto delas que faz de ti quem és.

Com vontade, querer, personalidade e coragem. És imperfeito, tal como eu amo!




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Deixar os filhos com os avós!


Nos primeiros tempos, custou-me um bocadinho deixar o meu filho fosse com quem fosse. Não por uma sensação de pertença, mas por sentir e achar que era de mim que ele precisava.

A primeira vez que o deixei, tinha apenas alguns meses e ficou com a minha mãe por algumas horas para eu poder ir a uma entrevista de emprego. Pensei em tudo. 
A posição que ele gostava que ficasse a fralda de pano, de que lado eu lhe pegava ao colo, as musicas que lhe cantava, as coisas que lhe dizia… 

Tomar conta de um bebé vai muito além de cumprir as suas necessidades básicas. Disso, qualquer um é capaz. Mas o cheiro da mãe, a temperatura corporal, o toque dos beijos e das festinhas nas mãos, a voz…. Tudo isso é único, e é muito do que eles precisam quando são muito pequenos.

Entretanto ele cresceu e as suas necessidades mudam. Claro que continua a precisar da mãe, mas há uma fase em que acho que a mãe precisa ainda mais dele.

Há pouco menos de 2 anos atrás, (tinha o Vasco pouco mais de 1 ano) deixei-o com a avó para ir a um casamento, tal como contei aqui.

No meu ponto de vista, os casamentos não trazem nada de positivo aos mais pequenos. Seria apenas uma canseira para ele, e em consequência, para mim. E desde o primeiro casamento que fui depois de ser mãe, tinha o Vasco 2 meses, que decidi que sempre que pudesse iria evitar levá-lo. Decidi deixá-lo com a avó, e ainda que tivesse muito perto de mim, arrependi-me.

Passei o dia a sentir-me culpada, cheia de saudades e vontade de ir buscá-lo, e aborreci toda a gente à minha volta ao falar incessantemente dele. 

No final do dia senti que não tinha tomado a decisão certa, ainda que continue a achar que um casamento seria um martírio para ele e para mim.

Quase 2 anos depois, a caminho dos 3 anos de Vasco, eis que tenho mais um casamento. Desta vez no Algarve!
Certa ou errada, decidi mais uma vez deixá-lo com a avó, Ao longo de parte do fim-de-semana. 

Sendo a festa no Algarve, vamos sábado e só regressamos no Domingo.
À parte da seca do casamento, decidi não submete-lo a 500 Km’s de viagem de carro, em menos de 24 Horas por capricho meu.

O que ele precisa de mim, já não é o que era. Já não chora se não sentir o meu cheiro, já não se sente desamparado se não tiver no meu colo, já não se acha perdido se não ouvir a minha voz. 

Continua a precisar de mim, mas eu preciso muito mais dele. A dependência dele já não é exclusiva.

Provavelmente vai ficar divertido nas brincadeiras com o avô de quem vos falei aqui e pouco se vai lembrar de nós. Possivelmente perguntará por nós à noite quando se deitar no meio dos avós, mas a super avó distrai-o com uma história dum elefante, e dormirá descansado. No dia seguinte de manhã, é possível que volte a perguntar, mas com uma promessa de o levarem à rua ver os cães, rapidamente se esquecerá. E quando der por ela, lá estaremos nós, cheios de saudades, prontos para tentar compensar aquelas horas perdidas.

Sinto que foi uma boa decisão, mas ainda assim custa-me… a cada segundo.
Agora preciso de vocês. Preciso que me digam que é a decisão acertada e que faço muito bem em deixá-lo. Vá lá…. Só para me sentir melhor…



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terça-feira, 22 de maio de 2018

O dia em que o meu coração deixou de bater


Em mim…

Quando nasceste o meu coração parou de bater em mim. Passou a bater por ti!
Desde que nasceste que partilhamos o ritmo cardíaco. O meu coração bate, porque tu existes.

Quando nasceste soube o que era sentir o coração a bater fora do peito. O silêncio que vivi até então não passou duma ilusão agora tão distante que não imagino se sobreviveria se o tempo voltasse atrás.

O meu coração bate e deve-se a ti, porque tornaste-te no único motivo para que continue a bater. Tornaste-te a minha essência, a minha razão.

És a perfeição do meu eu. És tudo o que sou!

Quando nasceste o meu coração morreu ali, para dar lugar a outra forma de vida, mais vibrante, ritmada, colorida e com um ritmo partilhado.

Orgulhosamente partilho o meu ritmo cardíaco contigo, porque quando nasceste, nasceu também um novo eu.

Nasceu um coração a bater fora do peito, e que bate apenas por ti, e para ti!




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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Vai passar!


A ti, que ainda agora foste mãe, e sentes que todo o teu mundo é um caos, quero-te dizer que vai passar!

A ti, a quem as hormonas estão a descontrolar tudo oque sentes, vai passar.
A ti, cujo mundo mudou, e sentes que tens que te habituar rapidamente a uma nova realidade, vai passar!

A ti, que são muitas as vezes em que o teu corpo simplesmente não reage, porque estás exausta e porque não sabes o que fazer, vai passar!

A ti, que invejas as mães do Facebook, que parecem levar a coisa duma forma tão natural e descontraída (mesmo que a realidade não seja assim), vai passar!

A ti, que te sentes esmagada com a pressão de ser boa mãe, boa dona de casa, boa mulher, e boa amiga, vai passar!

A ti, que sentes que estás cheia de olhares reprovadores, sempre que o bebé chora, ou porque a tua barriga ainda “não foi ao lugar”, vai passar!

A ti, que choras milhares de vezes escondida, porque até por chorar te sentes culpada, vai passar!

A ti, que te sentes sozinha, vai passar!

Prometo, vai passar!



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sexta-feira, 18 de maio de 2018

A tua mãe


Agora que és mãe vês certamente a tua mãe de outra forma!

Vais compreender melhor muitas coisas que não compreendias antes. Vais perceber melhor o quanto ela te ama. Vais ver toda a relação mãe-filha duma forma completamente diferente.

Vais perceber que afinal, naquelas alturas em que gritava contigo e te parecia a pior mãe do mundo, estava apenas a ser humana. 

Vais perceber que se chateou muitas vezes contigo apenas para te proteger e por querer o melhor para, mesmo que implique teres apanhado uma palmada.
Vais perceber que quando nem sempre ia brincar contigo, era apenas a exaustão natural de mãe que se apoderava dela, tal como por vezes se apodera agora de ti.

Há porém outras coisas que vais perceber ainda menos, e de que não vais gostar nada.

Tu és mãe, e vais inevitavelmente comparar-te a ela. 

Existiram inúmeras situações em que vais reagir perante a mesma situação de forma completamente diferente daquela que a tua reagiu. Vais ficar chateada. “Ela não devia ter feito o que fez… ”, “Ela não precisava de me ter batido naquele dia…”, “Ela não me pôs em primeiro naquela situação, e eu ponho os meus filhos!”…

Sabes porquê?
Porque a tua mãe errou!

E vai-te ser mais difícil, compreender aquilo que já na altura não concordaste e continuas a não concordar e consegues ainda assim, fazer “melhor”.
Mas sabes que mais?

Tu não estás a fazer melhor!
Tu, tal como a tua mãe, estás a fazer o que sabes, o que o teu instinto te diz, o que o teu cansaço permite! 

Tu tal como a tua mãe, estás a dar o melhor que podes, mesmo que o teu melhor nem sempre seja assim tão bom.
Tu, tal como a tua mãe, estás a aprender com o teu filho. A crescer junto com ele.
Tu, tal como a tua mãe erras!

A tua mãe errou porque é humana! E errou tanto quanto tu vais errar.
As mães são movidas a amor. E acredita que cada erro, custou-lhe mais a ela do que a ti!

A tua mãe não foi melhor mãe, nem pior que tu. Foi o que soube, e garanto-te que o melhor que conseguiu!
Não sejas dura com ela! Foca-te nas coisas boas!






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