terça-feira, 18 de setembro de 2018

Tentamos sempre ir às festas de anos… mas…


Vamos lá falar abertamente de temas controversos…
Festas de aniversário dos putos:

Tal como disse aqui, dou muito de mim nas festas de aniversário do Vasco. Além de ser o dia dele é também o meu, e adoro festejá-lo!

Quero que ele saiba sempre, que a mãe faz o que pode para que ele seja feliz. (E sei que seria feliz com um dia no parque, ou com uma ida aos baloiços, não é sobre o tamanho da festa que vos quero falar…)

Quando nos convidam para uma festa de aniversário de crianças, o meu sentimento é comum ao de muitas pessoas: “Oh nãaaaaaooooo!!!” – Não sou falsa… as festas de aniversário dos miúdos conseguem ser uma verdadeira seca para os adultos. (E é também por isto que tento fazer as festas de aniversário do Vasco num misto entre a festa de anos para os miúdos, e um encontro de amigos e família para os adultos… )

No entanto, paro sempre para pensar… Para me colocar no lugar dos outros.

Se gosto que estejam presentes na festa do meu filho, logo  se me convidaram é porque fazem gosto em que eu esteja presente…

Se o meu filho gosta de ter os amigos por perto na sua festa, certamente que os amigos dele, também querem tê-lo por perto.

Se eu me esforço por fazer uma festa gira que agrade aos meus convidados, é porque alguém se está a esforçar por nos agradar a nós também…

Não faças aos outros o que não gostas que façam a ti! – Por isso não faço.

Tentamos ao máximo estar presentes nas festas de aniversário para as quais nos convidam. Mesmo quando a vontade de ir é curta. E na verdade, muitas vezes não apetece ir, mas depois de lá estar, na conversa com os amigos e a ver os miúdos a divertirem-se, estamos mesmo bem. Era a preguiça “do ir” a falar.

Agora… o problema é que nem toda a gente pensa assim. 

E acho que é inevitável sentir algum ressentimento quando convidamos as pessoas (e isto aplica-se a todo o tipo de festas ou eventos) e sentimos que não fazem o mínimo esforço para estar presentes. 

Quando os anos passam e as desculpas esfarrapadas sucedem-se…
Digam lá a verdade: Vocês deixam de ir à festa “daquela amiga” porque ela não foi à vossa?

É coisa que tenho evitado, mas que dá vontade…. Dá muita!

Festa do Vasco: 
Sweet Table: Sweet Lemonade Party,
Insuflável: Hoje há Festa



segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Livrei-me duma relação tóxica!


Verdade. Foram precisos 3 anos para chegar à conclusão que esta relação não ia resultar. 

Sabia que não era para sempre… sabia que o fim estava cada vez mais eminente, mas se foi uma relação que começou depressa, mais de repente foi como acabou.

Sinto-me bem, sinto-me feliz, e acima de tudo, sinto-me aliviada com este fim.
Era uma relação mesmo muito tóxica, desrruptiva, poluente.

Foi uma relação que começou e avançou depressa demais e rapidamente se tornou numa necessidade básica da minha vida. 

Vivia presa, agarrada aquilo, sem conseguir fugir, ou escapar de forma nenhuma.

Assim de um dia para o outro dissemos adeus. Eu e o Vasco virámos costas para sempre, tranquilos e conscientes da ruptura.

Aconteceu já há uns meses, mas finalmente podemos anunciar ao mundo e dizer finalmente:


ADEUS PARA SEMPRE, FRALDAS!



segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Brigadas de mães: vão à merdinha!


Desculpem fazer um post assim com um palavrinho (=Palavrão pequenino) logo no título, mas estou fartinhas das “brigadas das mães”.

Seja a brigada anti açúcar, a brigada das mamas e das anti mamas, a brigada da Disciplina Positiva, a brigada Montessoriana, a brigada do Parto Normal, a brigada do sling, a brigada do co-sleep, a brigada de….. Vão se lixar a todas que eu já não tenho paciência.

Vocês são muitas, as brigadas são cada vez mais e eu não dou conta do recado.
Não sou nem nunca fui fundamentalista. Gosto de fazer o melhor que sei e que posso mas aqui me assumo que deslizo de vez em quando. Deslizo e com orgulho até porque não tenho nenhum interesse em ser radical!

Não me venham com moralismo se virem o meu filho a comer um chupa, porque a mãe sou eu, e se lho dei, certamente sei o que estou a fazer.
Se me virem a amamentar, não me venham feitas finas, porque mamas à muitas e das minhas sei eu. 

Se me virem com um biberon, certamente há um motivo para isso e não são as vossas lições de moral que vão mudar alguma coisa. 

Se me virem ralhar com o meu filho, podem apostar que não o faço por diversão.
Se me virem fazer uma cesariana, tenha noção que médicos há muitos e vocês não o são, e que jamais iria contrariar uma opinião médica em prol duma opinião fundamentalista. 

Se me virem a pôr o miúdo na cama, ficam desde já a saber que foi uma decisão que tomei em consciência e não são críticas desmesuradas que me vão mudar as ideias…

Sejam mais que uma brigada! Sejam parceiras. Andamos todas nesta vida que é aprender a criar um ser, e todas temos opiniões diversas. 


Se nos apoiarmos em vez de criticarmos, penso que teremos muito mais a ganhar, e talvez ser mãe deixe de ser para tantas pessoas um papel solitário. 

Brigadas de mães: Vão á merdinha!





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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Ser Pai é muito difícil?!


Acho que muitas vezes nos esquecemos do quão difícil pode ser Pai.
O mundo gira à volta de um bebé e na melhor das hipóteses a atenção vira-se para a Mãe, nunca para o Pai. 

Ser Pai é difícil de várias formas em várias alturas diferentes.

Durante a Gravidez, é difícil… É o acompanhar duma situação onde somos apenas espectadores. Em caso de gravidezes difíceis há muito pouco que um Pai pode fazer para ajudar, senão apenas assistir, compreender e oferecer um ombro amigo.

O parto é difícil… É doloroso ver alguém que amamos em sofrimento. É um dividir do coração, numa preocupação do bem-estar e da sobrevivência tanto da mãe como do bebé. É um sentimento de impotência, durante aquilo que pode durar horas e que o Pai apenas por ver… Sem nada que possa fazer…

O pós-parto é difícil… São as hormonas delas que estão loucas, e um bebé a chorar. É lidar com choros repentinos tanto da Mãe como do bebé, sem compreender ao certo o que é que se passa. É acordar milhentas vezes a cada noite (para que não seja só a mãe a acordar) e no dia a seguir levantar cedo para ir trabalhar. É ficar demasiado pouco tempo em casa com eles (Mãe e filho), é dúvidas e mais dúvidas. ..

Ser Pai é difícil… É também ver um filho adoecer; é também não dormir bem durante anos; é lidar com a nova Mãe que nasceu; é ter sempre algo por fazer; é também deixar um filho na creche nas mãos de uma estranha; é também levar o filho ao primeiro dia de escola; é o teu mundo girar à volta do mundo deles os dois; é entrares numa sala e ninguém te ver; é perguntarem-te como está o teu filho e até a tua mulher mas nunca te perguntarem como estás tu; é sentir o peso nos ombros duma família que depende de ti…

Mas ser Pai também é algo além de difícil: é ser força e isso só pode ser motivo de orgulho; é ser o exemplo dum ser em crescimento; é ensinar a jogar à bola, a apertar os sapatos, e a fazer a barba; é cuidar do ser mais importante da tua vida; é seres a pessoa mais importante do mundo para alguém; é ser o colo que ele procura; é ser o beijo que lhe cura as feridas; é ser o abraço que ele precisa; é ser o coração a rebentar de orgulho, de ambos...

Ser Pai é ser muito grande, é ter olhos cheios de brilho, um sorriso fácil e uma alegria constante.

Ser Pai é difícil, mas compensa demais!



Imagem: BrightSide

Post escrito em parceria com o Sr. Pai da Criança

Actividades para 2-3 anos!


Tal como vos disse algures por aqui mas maioritariamente no Instagram, tivemos uma semana de férias, apenas os 2 e magiquei umas quantas actividades para fazermos em conjunto.

A pedido de muitas famílias (mentira, foi apenas 1 pessoa) cá vos deixo o QUÊ e COMO fizemos:

Vulcão: Este era o momento mais esperado, e ainda que a “explosão” tenha sido pequenita (por parvoíce minha) o Vasco adorou. Participou em todo o processo e largou uns valentes “UAU!!!”’s na mini explosão. Podem ver como fazer o Vulcão aqui


·         Areia Cinética: Simples e engraçada. E não sei bem porquê, mas aquilo fica com uma textura tão gira de se mexer que ficámos os dois entretidos durante imenso tempo, ora a fazer construções, ora a parti-las, ora apenas a passar aquilo de um lado para o outro. Podem ver aqui 


·         Pintar Pedras/Caixas de Cartão/ Folhas/Quadros/T-shirts… o que quisermos. Pintámos um bocadinho de tudo. As tintas dominaram as nossas férias.Podem ver tudo o que pintámos aqui 



·         Tintas na Espuma – Mais uma vez numa questão de texturas eles adoram, uma ideia simples e fácil de executar que vale muito a pena. Podem ver aqui 



·         Maisena Pegajosa – Não é slime, mas é uma mistura que fica com a consistência mais viciante de sempre. Não é sólido nem é liquido, é só estranho. E tem a vantagem de ser fácil de lavar. Ficámos horas naquilo. Podem ver aqui 


Têm mais ideias de sugestões deste género para nos ensinar?

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Ser super mãe, é possível!


Não que eu seja um qualquer modelo de super mãe, porque não sou, mas desde que me livrei da culpa, estou muito perto da perfeição. E com perfeição, entenda-se A MINHA perfeição.
No entanto para cada uma de nós atingir a sua própria perfeição há todo um caminho (longo e sinuoso) a decorrer.
Começar por nos livrar da cabrona da culpa!
Um dia falo mais sobre isto mas para já, deixo-vos o mote: “É POSSÍVEL!” – É possível livrarmos-nos da estúpida da culpa duma vez por todas. E este é logo o primeiro passo, porque com culpa, nunca nos sentiremos a 100% e sempre longe da (nossa, cada uma com a sua) perfeição.
A super mãe em que me estou a tornar pode ser muito pouco super para ti. O super é adaptável.
Uma super mãe pode ter a casa desarrumada se não lhe apetecer.
Uma super mãe pode andar descabelada se não teve tempo.
Uma super mãe pode dar douradinhos para jantar ao filho se assim o entender…
Ser super mãe está nas mãos de cada uma!

Como disse, ando a caminho de lá.
Consigo manter o meu filho vivo o que já não está nada mal… (brincadeirinha)

Continuo fiel às decisões que tomei e tomo diariamente e continuo a conseguir manter os meus mantras.
Tenho uma vida assim-assim, em que consegui organizar-me para manter um nível de limpeza e arrumação…. Chamemos-lhe aceitável.
Continuo a ser uma mãe “positiva”, até porque tenho um filho que mo permite.
Continuo a sonhar e a ser uma romântica incurável.
Continuo a ver arco-íris e unicórnios por todo o lado, e um lado positivo até na situação mais negra.
Continuo cansada porque tudo isto é muito exaustivo. E continuo a querer sempre mais e melhor.
Ser super mãe é possível e todas nós estamos lá muito mais perto do que pensamos.



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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Tempo, podes parar?


Podes por favor abrandar?! Porque tens tanta pressa?
Tempo, preciso que me dês mais tempo, porque o tempo que tenho não me chega!

Tenho medo que passes depressa demais, sem que eu tenha tempo para tudo o que preciso.
Tenho medo que passes depressa demais, sem me dar tempo para decorar o este rosto de bebé, antes que se torne num rapazinho.
Tenho medo que passes depressa demais, sem me dar tempo para guardar para sempre este seu cheiro.
Tenho medo que passes depressa demais, sem me dar tempo para apreciar esta pele macia e rosada.
Tenho medo que passes depressa demais, sem me dar tempo para brincar ao faz de conta antes que perca o encanto.
Tenho medo que passes depressa demais, sem me dar tempo para jogar à bola vezes suficientes.

Tenho medo que passes depressa demais, sem me dar tempo para cada beijinho, para me moldar a cada abraço, para dar todo o colo antes que ele não o queira mais.
Tenho medo que passes depressa demais, sem me dar o tempo que preciso para ser mãe de um bebé, antes que o meu bebé, seja um rapazinho, um adolescente, um homem, um pai…

Porque tens tanta pressa tempo?
Tenho medo que passes depress
a de mais, e me roubes estes dias mágicos que não quero perder nunca, podes parar?


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Imagem: Pinterest

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Não foi amor à primeira vista!

Aquilo que tive com o meu filho não foi amor à primeira vista!
O amor que sentia por ele (sim o que sentia era então muito diferente do que sinto agora), gerou-se com ele. 

Já grávida, a viver num limiar do real e da fantasia, desenvolvi uma espécie de amor por ele, que agora sei, não era mais do que um mero instinto de protecção.

Vivi 9 meses da gravidez, a adiar a realidade. Eu ia ser mãe, mas isso era um problema do futuro… E disso me convenci até ao último momento.

Ansiosa como sou, achei que adiar a maior preocupação da minha vida, seria o melhor para manter a minha sanidade mental. 

Na verdade, eu estava em pânico. Tive medo, muito medo. Tive medo da gravidez, tive medo do parto, tive medo de estar internada pela primeira vez na minha vida, tive medo de ter um bebé dependente de mim… Seria eu capaz? Iria arrepender-me? Iria ser boa mãe? Iria deixar o miúdo cair? Ficar doente? Iria amá-lo?

Vivi um dia de cada vez, à espera que a realidade me caísse literalmente nos braços.

O Vasco nasceu. Nasceu no meio dum momento caótico, rodeado de enfermeiros, médicos e outros tantos literalmente aos gritos e em urgência face ao seu coração que estava a parar.

Nasceu a tempo, sem que o seu coração parasse, mas o meu parou. 

A Filipa, ficou algures por ali em modo de suspensão…
Vi-o passar sem o ouvir chorar e voltei a ter medo…
Quando mo trouxeram a chorar, senti alívio. Ele estava vivo! Ele estava bem e eu ficaria bem em breve também.

Nos meses que se seguiram o modo suspensão continuou. Andei por ali em “modo automático” a cumprir tudo aquilo a que era obrigada a cumprir. Meramente a existir… Vazia… Continuamente a adiar a realidade, eu era mãe…

Sem que percebesse, mesmo estando em modo automático ele entranhou-se em mim. E algures ali no tempo, não sei bem quando nasceu o amor. Finalmente tinha nascido o filho, a mãe e a eterna ligação entre os dois.

Demorei a sair do modo automático, a acordar à séria, a aceitar a realidade… E foi durante esse tempo que o amei.
Que ele tornou-se no meu tudo, que ele se tornou na minha essência, no meu completo.
Não o senti quando ele nasceu, tal como descrevem centenas de outras mães. Não ouvi sinos, nem vi unicórnios… Todas as cores vieram depois, nem eu sei bem quando.
Agora eu sou dele.
Tenho para missão da minha vida, fazê-lo feliz, e fazê-lo saber que o amo mais que a vida.

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Imagem: Etsy

Amamentar é lindo, óptimo e muito prático…ou não!


Pessoalmente, e isto é mesmo uma opinião pessoal, nunca vi nada de lindo em amamentar. Vejo a amamentação duma forma muito prática – um acto de alimentar o bebé.
Nunca tive grandes desejos ou anseios sobre a amamentação. Era apenas mais uma coisa que teria que fazer, tal como dar banho, ou vestir.

Que é optimo, já é outra questão. Claro que é! Se o nosso corpo produz leite para alimentarmos os nossos filhos por algum motivo será. Não há nada mais natural, nem nada mais indicado para eles. Simples. Acredito muito na ordem natural das coisas, e se o nosso corpo foi feito assim, por algum motivo será.
Se é prático? Depende. Felizmente, vivemos num país em que amamentar em locais públicos é um acto natural e na maioria das vezes livre de dramas. No entanto, para mim nunca o foi. Pessoalmente nunca gostei de amamentar com espectadores, mesmo membros de família… Publico para mim, não obrigada. Pode ser muito prático para quem não tenha este problema, ou um pouco menos pratico para comichosas como eu. Ainda assim, mais prático do que andar com biberons, termos, caixinhas e mil e uma coisas às costas.
O que não é nada lindo, ótimo ou prático é a amamentação ser alvo de sofrimento para algumas mães.

Vivemos numa época de imensa pressão. Pressão para amamentar porque é o melhor! Mas o que não é melhor, é o sofrimento que abate sobre muitas mães provocado precisamente por esta pressão.
Vivemos numa época em que somos forçadas a fazer algo que não sabemos.
Ninguém nos informa, ninguém nos ajuda, ninguém nos apoia, ninguém diz que vamos conseguir, apenas nos dizem que temos que o fazer.

Já vi muitas mães chorar, por causa da amamentação, e isto está errado de todas as formas possíveis. Já vi muitas mães acusarem, condenarem e julgarem outras mães por causa da amamentação. E isto é o que está tudo errado! 


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Imagem: Etsy

As manhãs das mães que trabalham!


Já aconteceu, mais do que uma vez, chegar ao trabalho logo pela manhã e dizerem-me que estou com um ar cansado…

Admira-me que não aconteça mais vezes.

A verdade é que as manhãs para as mães que trabalham são muito mais exaustivas que o resto do dia inteiro.

O relógio aperta e continua a ser sempre o nosso maior inimigo. Não importa o quão cedo acordamos, o tempo a contar é sempre um problema. 

Além disso, acho que custa imenso a qualquer uma de nós, acordar os pequeninos, tão pequeninos, tão cedo… (a mim, custa-me acordá-lo seja a que horas for…)

Depois de acordar, há todo um mundo de coisas para fazer, enquanto o relógio insiste em apressar-nos.

Lavar caras e dentes, tomar pequeno-almoço, vestir e calçar, e lá por casa sendo que ele ainda não faz nada disto sozinho, eu tenho que fazer pelos dois!

Não é uma questão de preparar roupas na noite anterior, esse é o menor dos meus problemas. A maior dificuldade é que eles não entendem a pressa, e demoram o seu tempo. E quanto mais pressa temos, mais eles demoram. E é mesmo muito difícil não perder a paciência nestas alturas. 

Quando muito tempo depois, lá estamos despachados para sair de casa, o drama não acalma. O meu filho, dá-se ao luxo de parar para cheirar as flores antes de entrar no carro – isto para quem está à beira de um ataque de nervos, é mesmo muito difícil de lidar!
Entramos no carro e enfrentamos a ic19 – a estrada mais congestionada do país! Que bom!
Rumamos à escola, no meio de musicas do panda, perguntas sobre o sol, e se tudo correr bem conseguimos chegar lá, sem ter que parar no meio da estrada porque ele deixou cair a chucha, ou o cão de peluche, ou quer fazer xixi, ou sei lá eu o quê!

Chegamos à escola e faz o drama habitual… Esconde-se nas minhas pernas, muita vergonha, faz-se de difícil, apenas para me reter por mais uns bons 10 minutos, até se esquecer da minha existência e lá ir contente brincar. São horas de correr! Corro que nem louca para o carro, porque com tudo isto estou atrasada, e acelero na esperança de não apanhar 15 semáforos vermelhos no caminho para o trabalho. 

Chego, ponho a mala do portátil às costas e lá vamos nós.

Entro no trabalho, acelerada, suada, cansada… O meu dia já começou há 2 intensas horas, e já me sinto de rastos.

E assim de rastos, começo o meu dia de trabalho! 

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Imagem: I/O Advisory Services

Um dia...


Um dia, mais breve do que pensas, não vais mais ter fraldas para mudar!

Um dia, não vais mais ter que dar leite a meio da noite. Não vais ter qualquer motivo para acordar a meio da noite – Ainda assim vais acordar…

Um dia não vais mais saber de cor as músicas do Panda e as lenga-lengas que agora sabes… Não vais mais ter que saber de cor, nada!

Um dia vais ter a casa impecavelmente arrumada, com a loiça e roupa lavadas, e um “sem nada para fazer”.

Um dia não vais mais ouvir choros, birras, risinhos e gritos, quando um enorme silêncio te rodear.

Parece-te solitário? …

Um dia o teu filho não vai mais ser um bebé! Não vai mais querer o teu colo! Não vai mais precisar que o alimentes e que o vistas! Não vai mais ensurdecer o teu mundo!

Aproveita!

Aproveita cada banho, 
cada fralda! Aproveita cada refeição juntos, mesmo que seja a meio da noite!

Aproveita cada música que cantam e dançam juntos! Aproveita a desarrumação e a confusão constante!

Aproveita as brincadeiras, os gritinhos, as cócegas, e até mesmo as birras.
Um dia acaba-se!



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Imagem: Flickr

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O que queres ser quando fores grande?


Quando fores grande, quero que carregues em ti todos os sonhos do mundo!

Quero que nunca deixes de acreditar em ti, e em tudo o que és capaz. Quero que acredites que poderás alcançar todos os teus sonhos.

Quando fores grande, não quero que deixes de sonhar, nunca.

Quando fores grande, quero que sejas confiante, resiliente, mas também altruísta e simpático.

Quando fores grande, quero que te preocupes com o teu próximo, com aqueles que são teus. 

Quero que sejas carinhoso, dócil mas também forte!

Quando fores grande, quero que sejas forte como um touro, confiante como um leão, fiel como um cão, meigo como um golfinho, bonito como só tu és…

Quando fores grande, quero que continues a apreciar e a surpreender-te com as mais pequenas coisas. Quero que continues a cheirar as flores no teu caminho e a parar para afagar os animais com que te cruzas.

Quando fores grande, quero que continues a dizer um “olá” com um sorriso a cada pessoa com que te cruzas na rua.

Quando fores grande, quero que continues a sorrir! A divertir-te! Quero que continues a brincar! A jogar à bola, a correr, a saltar…

Quando fores grande, quero que continues a ser criança… um bocadinho todos os dias!

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(Imagem: uncommongoods.com)

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

As crianças não se comparam…. Nem as mães!


Quase tudo na vida roda à volta das prioridades.
Diariamente temos que fazer escolhas e tomar decisões com base naquilo que é mais importante.

Para mim, o mais importante é sem dúvida ser feliz. E não, não estou a falar de mantras da moda, ou chavões de internet. 

Para mim ser feliz é de facto a prioridade que sigo sempre que posso.
Se o que me faz feliz é ficar esparramada no sofá a ver séries, é isso que faço.
Se o que me faz feliz é fazer areia cinética com o puto, é isso que faço.
São prioridades.

E há muito que venha aqui criticar a minha visão cor-de-rosa da vida, mas esta é a côr que escolhi para mim.

Eu não desenho a maternidade para cada uma de nós. Eu conheço apenas a MINHA experiência.  O problema é que continuamos a compararmo-nos quando não o devíamos fazer.

Não se comparam as crianças mas as mães também não, no entanto continuamos a fazê-lo.

Ou porque somos demasiado lamechas, ou porque somos demasiado protectoras, ou porque somos demasiado descontraídas, ou porque somos demasiado preocupadas, ou porque nos desleixamos…
Bolas, temos o direito de sermos quem somos, como queremos e como mais nos apetecer.

Não tenho que ser algo que não sou apenas porque é o que está na moda…
Se eu não quero estimular o desenvolvimento do meu filho porque o que me faz feliz é brincadeira livre, então deixem-me!

Se eu prefiro passar o meu tempo a apanhar florezinhas do chão numa tamanha lamechice, então deixem-me!

Se eu não compro legumes biológicos e não faço alimentação sem glutén, então deixem-me!

Se eu não me sinto feliz a passar horas nos ginásios e cabeleireiros e unhas de gel para aqui e pestanas falsas para ali, então deixem-me!
Se eu não sinto necessidade de deixar o meu filho com os avós para ir sair à noite, então deixem-me.

Se eu não preciso mais nada além da vida que levo, então deixem-me!
Párem de comparar as mães… as mulheres. Cada uma deve fazer aquilo que a faz feliz mesmo que não seja o convencional ou aceite pela internet actual.
Preocupem-se em sentirem-se felizes, mesmo que seja da forma mais inesperada!


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Coitadismo


Nunca fui adepta do coitadismo, é religião que não me assiste. Na verdade, já por várias vezes (quase) invejei os coitadistas mas por mais que tente não consigo, não está em mim.

Acho que aquilo que somos está em nós. Somos a soma das pessoas com que nos cruzamos e das experiências que vivemos e como tal não vale a pena tentar ser algo que não somos porque não vai resultar.

Assim é a minha relação com o coitadismo. Não sei. Simplesmente não sei.

O coitadista é aquele que se alimenta das desgraças. E mesmo quando não há desgraças, está pronto para dramatizar ao máximo, o mínimo evento inesperado.

Como se não bastasse, todo e qualquer drama deve ser contado (como se confidencial fosse) a TODA A GENTE. – Para as pessoas terem pena, é importante que saibam quem são os coitadistas!

Depois, é pôr a melhor cara de coitadista, há até quem opte por largar algumas lágrimas, e voilá! Está todo um novo mundo de portas abertas à espera.
As pessoas têm pena, passam a chamar-lhes de “Guerreiras” e muitos dos comportamentos errados, passam a ser desculpas, pois afinal, “ela já sofreu muito”.

Odeio coitadistas! Odeio as pessoas não vão à luta! Odeio pessoas que não sabem aproveitar a sorte que têm e as coisas boas que a vida tem para nos dar. Odeio pessoas que vivem à sombra do coitadismo.

Odeio pessoas que buscam por protagonismo e atenção à conta do coitadismo. Odeio pessoas que não sabem agarrar nos percalços normais da vida e transformá-los em lições aprendidas e cabeças erguidas até à próxima paragem. 

É tão melhor viver feliz. Ser feliz é (quase sempre ) uma opção. 

Quando as coisas más nos acontecem, temos 2 hipóteses: Ou nos agarramos ao coitadismo, ou nosorgulhamos por mais uma dificuldade ultrapassada e uma lição aprendida.

Eu escolho ser feliz. Sempre escolhi. Sempre acreditei que “tudo se resolve”, sempre aceitei que nem tudo é mau. Sempre dei a volta por cima, sempre enfrentei cada dia com um sorriso na cara, porque ser feliz é tão bom, que não sei como é que alguém opta por não o ser…

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

“No meu tempo também se criavam crianças”



Já ouvi esta frase várias vezes. Normalmente no contexto da resistência dos “mais antigos” a aceitarem que as coisas mudaram, e o que era antes, não é agora.

Há muita resistência por parte das nossas mãe/tias/avós para todas as coisas que fazemos, ao criar e educar uma criança, que são agora tão diferentes do que foi em tempos.

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!” e não só.

Há muito do que era “normal” há uns anos atrás que é agora completamente abolido.

Veja-se a alimentação: Nunca foi o caso lá em casa, mas há todo o role de adultos que foram em tempos crianças alimentadas com mioleira, fígados, e todo o tipo de vísceras de animais. É o que era bom para eles. Hoje sabe-se que as doenças estão nos órgãos pelo que estes deixaram de ser recomendáveis...

Há uns anos atrás, não se devia pegar nos bebés na vertical porque “a coluna era muito frágil”. Os bebés ficavam nos berços deitados até bem tarde. Hoje sabe-se que estimulando, os músculos vão desenvolvendo, e os bebés começam a sentar-se e levantar-se cada vez mais cedo.

Até há bem pouco tempo as primeiras sopas eram dadas nos biberões para os bebés não se engasgarem. Agora damos-lhes legumes inteiros para as mãos aos 6 meses de idade.

São coisas…

O problema é a ladainha que nós mães temos que ouvir, de cada vez que falamos em ideias “dos tempos modernos” em frente aos mais antigos.

Parece que ficam até chateados, ou ofendidos, como se tivéssemos a acusá-los de alguma coisa, o que não é verdade. Simplesmente temos o direito de fazer as nossas escolhas.

Parece que a culpa, as comparações e os palpites nem sempre acabam quando os filhos crescem…


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18 vezes!


E se eu te dissesse que há uma coisa maravilhosamente boa e super positiva que só podes fazer cerca de 18 vezes da tua vida?

Falo de algo que é cansativo mas profundamente compensador…
Provavelmente ficarias triste por ser uma coisa boa e só poder fazê-lo tão poucas vezes...

Pensa comigo, cada vez mais os miúdos são mais independentes mais cedo. Se tudo correr dentro da normalidade, os nossos filhos, a rondar os 18 anos tiram a carta de condução e começam a correr os festivais de verão e a passar férias a acampar com os amigos.
Ou seja, a rondar os 18 anos, não vão mais querer passar férias connosco. Ir à praia com os pais, ou ir ao parque com os avós. É a ordem natural da vida…

no meio disto tudo, restam-nos apenas aproveitar o verão as (pouquissimas) 18 vezes que podemos, antes que eles não queiram estar connosco.

Por isso, quando tiveres de férias com os teus filhos e eles tiverem na praia a encher-te de areia; quando quiseres ler um livro e eles obrigarem-te a fazer castelos com os baldes; quando quiseres relaxar e eles andarem a rondar-te e a chamar-te 765 vezes por dia; quando eles acordam cedo; quando ficam birrentos no final de tarde; quando querem a tua atenção… Lembra-te, que só vais gozar os teus filhos de férias cerca de 18 vezes na vossa vida inteira.
Sugiro que aproveites!



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Coisas que faria diferente, se tivesse um segundo filho!


Isto é muito assim, vamos aprendendo à medida que avançamos.
Quando somos mães, não sabemos ao que vamos e por isso a cada dia, damos o melhor que vai na nossa cabeça mesmo que mais tarde mudemos de ideias.
Por isso sim, mudar de ideias é normal e não há nada de errado nisso.
Eis algumas coisas que faria diferente se tivesse um segundo filho:

*Não idealizar o parto – Não vale muito a pena pensar que vai ser assim ou assado porque é tudo muito imprevisível. Na minha inocência imaginei um parto muito calmo e acabou por não ser nada assim, o que apenas me levou à decepção.

*Não permitir que me roubem o controlo – Ainda sobre o parto. A certo ponto toda a sala de partos era uma confusão pegada, não por mim, mas pelo monte de gente (médicos e enfermeiros) dum lado para o outro na sala em clara urgência. Não conseguia ouvir as instruções do médico. Perdi o controlo da situação e se não voltaria a permitir.

*Violência obstétrica – Não gosto de entrar em detalhes, fui alvo de uma manobra considerada violência obstétrica que não voltaria a permitir.

*Entra e sai de visitas – Há pessoas muito inconvenientes… Em caso de segundo filho vou ignorar um pouco as regras da boa educação e vou recusar visitas lá a casa nos primeiros dias. Lamento, mas a minha sanidade mental precisa.

*Opiniões – Por não saber o que andava a fazer, coloquei questões, o que fez com que algumas pessoas se sentissem na liberdade de opinar demais. Não volto a cair nessa. As opiniões, são para cada um guardar as suas.
*Culpa – Adeuzinho! Nunca mais sentirei culpa. Sei que dou o melhor de mim e isso basta! Sentir-me culpada por estar cansada ou não saber melhor, nunca mais!

*Drama – Com a culpa vem a busca da perfeição! E essa busca faz com que tudo o que fuja da “linha central” seja um verdadeiro drama. Minimizar certas coisas seria a nova forma de estar.

*Persistência – Por outro lado, por tanto ouvir os outros, acabei por ceder a certas “regras” que não volto a ceder. Compreendam que a mãe sou eu, e quem manda aqui sou eu! E não permitirei que insistam até eu ceder novamente. Se voltar a ter filhos, não vou ceder a pressões nas coisas que acredito.

*Slow – Não sou de extremos nem de filosofias, mas farei muito menos para agradar a terceiros. Se podemos ir à festa do teu filho? Talvez! Se for fácil até vou, mas não farei nenhum esforço, afinal de contas, são poucos os que fazem o esforço pelo meu.

Estes são alguns exemplos, certamente há mais. Quais são os vossos?


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