terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Eu fui a ultima a sair da escola!

E tenho-vos a dizer, que é horrível.

Não sei dizer ao certo quantas vezes fui a ultima a sair da escola. Os meus pais sempre trabalharam até tarde, e teve que ser. E vendo bem, algum terá que ser o ultimo certo?!

Mas lembro-me de uma vez em particular em que literalmente fui esquecida. Quem tinha ficado de me ir buscar era a minha irmã, e ela esqueceu-se. Pronto, acontece. 

Não, não é o fim do mundo e sim, estou aqui fresca e fofa e sem traumas para a vida toda, mas na altura não foi nada disso que me pareceu.

É uma fase natural e pela qual todos os miúdos passam (mais do que 1 vez), é o medo do abandono.

E foi isso que senti. Estava borradinha de medo que me tivessem abandonado. Que se tivessem esquecido de mim. O que seria de mim dali para a frente?! Lembro-me de me sentar no chão, agarrada aos joelhos a chorar, e fechar os olhos com muita força na esperança que o tempo passasse muito, muito depressa e toda aquela espera acabasse. Lembro-me de olhar para as estrelas (foi no inverno e já era de noite quando me foram buscar) e pedir a Deus (Eu que nunca fui religiosa) que me perdoasse por não ter acreditado nele e que me ajudasse naquele momento de aflição.

Foi HORRÍVEL!

Vendo bem as coisas, acho que esta história até deixou alguma espécie de trauma (dos pequeninos). Nem que seja pelo facto de vos estar a relatar algo que aconteceu há quase 30 anos, e estou aqui com o coração aos pulos e lágrimas a cair pela cara… Foi mesmo muito aflitivo para mim.

E por tudo isto, todos os dias canalizo um enorme esforço familiar para que o meu filho passe o mínimo tempo possível na escola.
Eu vou levá-lo (o mais tarde que posso) e o Pai vai busca-lo (o mais cedo que conseguir).

Sei que são muitas as pessoas que se desdobram para os ir buscar à escola e ainda assim, eles são os últimos a sair… Fazemos o melhor que podemos… E sei que muitas vezes eles habituam-se e já nem estranham ficarem um bocadinho mais de tempo na escola do que os amigos.


A mim custou-me… muito. 

(Imagem: Revista Crescer)


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