sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Adiar o fim das férias

No ano passado as férias de verão tiveram um “sabor a pouco”.

A preocupação com ele era muita, quase tanta como a minha inexperiência.
Os horários ainda eram bastante limitados, e a alimentação requeria maior preparação e planeamento.

Este ano, foi-nos possível andar mais “à solta”!

Já se desenrasca jantar num restaurante qualquer, e já conseguimos que ele vá para a cama mais tarde. Ele brinca mais, e gosta mais de descobrir coisas novas. É notório o seu entusiasmo.

Há um lado menos bom! Sim, há! Noto muito que quando está connosco todas as “regras” da escola vão-se dissipando aos poucos.

Enquanto no dia-a-dia normal, não há guerras para comer e poucas birras aqui e ali, nas férias estas situações começam gradualmente a aumentar… Está mais à vontade connosco e é natural que “estique mais a corda”.

Soubemos gerir bem. Permitimos que extravasasse de vez em quando e que libertasse as suas frustrações quando precisou… Cedemos aqui e ali, e ele recompensou-nos com o seu comportamento. Foi bom!

Diz-se por aí, que as mães não têm férias. Na verdade elas têm um sabor diferente. Já não podemos acordar tarde, nem tão pouco relaxar na praia. Não podemos ignorar as refeições, nem beber um copo descontraídas numa esplanada. 

Mas podemos brincar! Fazer castelos na areia, jogar à apanhada pela rua, saltar e gritar como crianças, e aproveitar o que de melhor a vida tem. Podemos acordar cedo, mas com beijinhos repenicados e abraços ternurentos. Podemos deitar-nos cedo na mesma, mas com tempo para uma história antes, ou duas, ou três. Podemos demorar horas no banho, enquanto brincamos aos patinhos. Podemos molhar o pai, e enchê-lo de areia!

Podemos aproveitar duma outra forma!

Eu queria ficar de férias para sempre! Com o calor, com os pés sempre molhados, com o acordar com ele, com o abraçá-lo a qualquer momento do dia!

Tenho tentado adiar o final das férias… Sobraram uns dias que vou encostando aqui e ali, e todos os fins de semana, fingimos que as férias não acabaram. 

Voltamos aos pés molhados, ao cheiro a protector solar, e às sestas em conjunto, com a janela aberta! E é tão bom!


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