quarta-feira, 25 de abril de 2018

Não vamos reinventar a roda...


Temos vindo a descobrir que há muitas coisas que se faziam e diziam “antigamente” e que afinal são precisamente o contrário daquilo que será o melhor para nós. É isto que faz da nossa geração de mães, pessoas tão complicadas, cansadas e com um enorme sentimento de culpa: A busca do melhor para os nossos filhos!

Queremos o melhor, que não falhe com eles o que falhou connosco. Queremos a perfeição, e vivemos a maternidade numa busca exaustiva para alcançar essa perfeição.
De vez em quando fazem-me umas perguntas estranhas que vêm desses hábitos antigos. Muitas delas fazem-me confusão. Mas há algumas que continuam a fazer sentido.

A busca de melhorias não implica que reinventemos a roda! Antigamente as pessoas não eram melhores nem piores que nós, e há muita sabedoria que podemos beber dos mais velhos!

As rotinas e horários por exemplo, são aquele tipo de ensinamentos que continuam a fazer sentido.

Se por um lado diziam que os miúdos se habituam ao colo e ficam com “manha” e agora já não acreditamos nisso, por outro lado, o “Deitar cedo e cedo erguer…” continua a fazer imenso sentido.  (pelo menos para mim)
Há hábitos que entranham em nós, e institui-los numa criança só pode trazer vantagens.

Lá por casa há alguns hábitos que mantivemos com algum rigor nos primeiros 2 anos de vida do Vasco. Actualmente, estamos a colher os frutos (e as consequências) disso mesmo.

De manhã ao acordar lavam-se os dentes e veste-se a roupa… Mesmo que o dia seja de ficar em casa. As refeições, são feitas em conjunto por todos e sempre há mesa. Não usamos tabuleiros nos colos nem nada dessas coisas.
A seguir ao almoço dorme-se a sesta. E então depois é hora de brincar!

À noite, deitamos-nos cedo, mesmo em vésperas de fim-de-semana! Porque o relógio das crianças não sabe que dia da semana é!
Esta rotina que seguimos desde o início da existência do Vasco, fez com que ele tome estes acontecimentos como adquiridos e não hipotéticos! 

Quando acaba de almoçar, é o próprio a ir para a cama porque sabe que é o passo a seguir. Não há a questão do “é ou não é agora?” – porque sabe que é! Ponto!

Não considero que adopção deste hábito seja melhor ou pior que outros. Tem também as suas consequências. Sair depois de almoço por exemplo, é um problema porque “estraga” a rotina da sesta. Foi uma escolha que fizemos, conscientes disso.

E é dessas escolhas que falo. Não precisamos reinventar nada. As crianças crescem e educam-se desde sempre. E nem tudo o que se dizia antigamente foi desacreditado. Podemos ajustar algumas coisas mas não precisamos revirar nada.
Tudo cresce, todos se criam!




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