quarta-feira, 11 de abril de 2018

A injustiça para quem tem pressa de nascer


Que a lei em Portugal não é de todo amiga das mães já sabemos… Estes loucos que nos (des)governam continuam a falar em taxas de natalidade, mas nada muda, nada se faz e nada ajuda! 

Os abonos por exemplo são de loucos… Além de ser uma pequena ninharia que não cobre nem de perto nem de longe as despesas dos bebés; o preço das creches é absurdo (quando há vagas, o que é raro… ); e para mim, mais importante, o tempo que nos dão é assustador e ridículo

Ainda que a OMS recomende a amamentação em exclusivo até aos 6 meses, a licença de maternidade, sem penalizações continua nos 4 meses. Isto faz com que muitas vezes a introdução alimentar seja antecipada. 

À parte disto, 4 meses é tão pouco! Caramba… Como é que é suposto, nós mães, deixarmos de forma tranquila, um bebé de 4 meses entregue a estranhos?! Um ser que é ainda tão dependente de nós!? Parte-me o coração.

Mas tudo isto piora, quando eles têm pressa de nascer.

Tenho um colega que foi recentemente pai duma pequena com muita pressa de nascer. Além de chegar ao mundo muito antes do previsto, chegou com pouco mais de 500gr. (Sim, meio kilo – para quem não é mãe deixo o termo de comparação. O Vasco nasceu com 3450gr. Quase 3Kg a mais que esta pequena…)

Ora, esta bebé ficou naturalmente internada durante algum (bastante) tempo. E é aqui que entra a injustiça dos direitos (ou da falta deles.)

[*DIREITOS DOS PAIS COM FILHOS PREMATUROS - Os pais com filhos prematuros têm os mesmos direitos que os pais cujos filhos nasçam depois das 37 semanas de idade gestacional  mas com uma diferença particular: em caso de internamento hospitalar do bebé, o período de licença suspende-se, a pedido do progenitor, pelo tempo de duração do internamento,  com a duração máxima de 30 dias. – Ver mais aqui]

Ou seja, Uma mãe de um bebé com 500gr, pode, durante o internamento suspender (para não gastar logo) a licença de maternidade e colocar baixa por assistência à família, recebendo apenas 65% do ordenado. – Justo?! Não me parece…

Este período tem um prazo máximo de 30 dias, sendo que a partir daqui, resta a Licença de Maternidade. – Justo?! Não me parece...

Esta bebé em questão veio para casa 2 meses depois de nascer (ou seja, 1 mês da licença já está gasto). Está em casa há cerca de 1 mês e ainda não chegou aos 2kg.  Metade da licença de maternidade está gasta ainda antes de atingir os 2 kg de peso. – Justo?! Não me parece…

Dentro de apenas 2 meses, esta mãe teria que ir trabalhar, deixando esta pequena ainda tão pequena e tão frágil ao cuidado de estranhos. – Justo?! Não me parece…

Para juntar a isto, a pequena, usa actualmente um leite em fórmula (para ajudar no tão necessário aumento de peso) que custa 28€ por embalagem! Não pode usar toalhitas, nem qualquer creme de corpo (têm que ser produtos específicos). O gasto que precisa é largamente superior ao gasto já de si muito alto dos bebés de termo! Apoio financeiro, não há! – Justo?! Não me parece…

De tanto tempo que perdem (estes loucos que nos (des)governam) a discutir merdas (desculpem  palavrão mas não encontro palavra melhor)   como será possível que não tenham olhos para ver o quão injustiçadas são as mães deste país?!

Somos dos países com menos direitos e apoios à maternidade… Mas continuam a falar-nos em merdas e merdinhas como quem quer mostrar trabalho ainda que não façam nada de jeito… 

Nunca fui de prestar muita atenção a governos e governantes, mas no que toca a este assunto revolta-me! Imenso! Não só por mim, porque na verdade nada disto seria em prol de adultos. Mas pelas crianças, pelo nosso futuro. Pelos futuros (des)governantes!

(Imagem: Deu Ruim)


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