terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Filho, não faz mal!

Meu amor, meu doce,

tento todos os dias compreender-te. Tento colocar-me no teu lugar. Tento nunca esquecer-me de que és ainda um bebé e não um pequeno adulto.

Por isso quero que saibas que não faz mal!

Quando entornas a comida no chão, porque as tuas mãozinhas pequenas não têm a destreza de um adulto, não faz mal…

Quando passaste a correr deixaste cair aquela jarra que se partiu, não faz mal… Não o fizeste por mal, e sabes que mais?! Jarras já muitas!

Quando não queres ficar sossegado a ver um filme, mesmo que eu te implore… Eu é que tenho que perceber que para ti o dia é muito longo, tem muitas horas, e tu gostas mais de brincar, por isso, não faz mal…

Quando ficas birrento por passarmos “séculos” no carro para chegar a algum lado, não faz mal…

Quando fazes xixi nas cuecas… Sabes que mais?! Não vais fazer para sempre… Por isso, não faz mal!

Quando acordas cedo ao Domingo… é chato, mas não há melhor maneira de acordar do que contigo, por isso, Não faz mal…

Quando espalhas os teus brinquedos todos, sabes no que penso?! Que daqui a uns anos, quase me vais proibir de entrar no teu quarto, por isso, enquanto me quiseres por lá a brincar contigo, não faz mal!

Quando queres a chucha e a fraldinha e colinho, mesmo que seja no meio das compras, não faz mal… Só não quero que chegue o dia em que não queiras mais o meu colo.

Quando gritas, ou falas muuuiitttoooo alto… Isso é vida, e alegria, por isso, não faz mal!

De tantas coisas que algumas pessoas, às vezes, te dizem que não se faz, quero que saibas que por mim, não faz mal!

Apenas quero que sejas feliz, genuíno, cheio de vida, e que permaneças uma criança e assim pequenino por muito muito tempo. 


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