quinta-feira, 16 de agosto de 2018

O que queres ser quando fores grande?


Quando fores grande, quero que carregues em ti todos os sonhos do mundo!

Quero que nunca deixes de acreditar em ti, e em tudo o que és capaz. Quero que acredites que poderás alcançar todos os teus sonhos.

Quando fores grande, não quero que deixes de sonhar, nunca.

Quando fores grande, quero que sejas confiante, resiliente, mas também altruísta e simpático.

Quando fores grande, quero que te preocupes com o teu próximo, com aqueles que são teus. 

Quero que sejas carinhoso, dócil mas também forte!

Quando fores grande, quero que sejas forte como um touro, confiante como um leão, fiel como um cão, meigo como um golfinho, bonito como só tu és…

Quando fores grande, quero que continues a apreciar e a surpreender-te com as mais pequenas coisas. Quero que continues a cheirar as flores no teu caminho e a parar para afagar os animais com que te cruzas.

Quando fores grande, quero que continues a dizer um “olá” com um sorriso a cada pessoa com que te cruzas na rua.

Quando fores grande, quero que continues a sorrir! A divertir-te! Quero que continues a brincar! A jogar à bola, a correr, a saltar…

Quando fores grande, quero que continues a ser criança… um bocadinho todos os dias!

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(Imagem: uncommongoods.com)

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

As crianças não se comparam…. Nem as mães!


Quase tudo na vida roda à volta das prioridades.
Diariamente temos que fazer escolhas e tomar decisões com base naquilo que é mais importante.

Para mim, o mais importante é sem dúvida ser feliz. E não, não estou a falar de mantras da moda, ou chavões de internet. 

Para mim ser feliz é de facto a prioridade que sigo sempre que posso.
Se o que me faz feliz é ficar esparramada no sofá a ver séries, é isso que faço.
Se o que me faz feliz é fazer areia cinética com o puto, é isso que faço.
São prioridades.

E há muito que venha aqui criticar a minha visão cor-de-rosa da vida, mas esta é a côr que escolhi para mim.

Eu não desenho a maternidade para cada uma de nós. Eu conheço apenas a MINHA experiência.  O problema é que continuamos a compararmo-nos quando não o devíamos fazer.

Não se comparam as crianças mas as mães também não, no entanto continuamos a fazê-lo.

Ou porque somos demasiado lamechas, ou porque somos demasiado protectoras, ou porque somos demasiado descontraídas, ou porque somos demasiado preocupadas, ou porque nos desleixamos…
Bolas, temos o direito de sermos quem somos, como queremos e como mais nos apetecer.

Não tenho que ser algo que não sou apenas porque é o que está na moda…
Se eu não quero estimular o desenvolvimento do meu filho porque o que me faz feliz é brincadeira livre, então deixem-me!

Se eu prefiro passar o meu tempo a apanhar florezinhas do chão numa tamanha lamechice, então deixem-me!

Se eu não compro legumes biológicos e não faço alimentação sem glutén, então deixem-me!

Se eu não me sinto feliz a passar horas nos ginásios e cabeleireiros e unhas de gel para aqui e pestanas falsas para ali, então deixem-me!
Se eu não sinto necessidade de deixar o meu filho com os avós para ir sair à noite, então deixem-me.

Se eu não preciso mais nada além da vida que levo, então deixem-me!
Párem de comparar as mães… as mulheres. Cada uma deve fazer aquilo que a faz feliz mesmo que não seja o convencional ou aceite pela internet actual.
Preocupem-se em sentirem-se felizes, mesmo que seja da forma mais inesperada!


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Coitadismo


Nunca fui adepta do coitadismo, é religião que não me assiste. Na verdade, já por várias vezes (quase) invejei os coitadistas mas por mais que tente não consigo, não está em mim.

Acho que aquilo que somos está em nós. Somos a soma das pessoas com que nos cruzamos e das experiências que vivemos e como tal não vale a pena tentar ser algo que não somos porque não vai resultar.

Assim é a minha relação com o coitadismo. Não sei. Simplesmente não sei.

O coitadista é aquele que se alimenta das desgraças. E mesmo quando não há desgraças, está pronto para dramatizar ao máximo, o mínimo evento inesperado.

Como se não bastasse, todo e qualquer drama deve ser contado (como se confidencial fosse) a TODA A GENTE. – Para as pessoas terem pena, é importante que saibam quem são os coitadistas!

Depois, é pôr a melhor cara de coitadista, há até quem opte por largar algumas lágrimas, e voilá! Está todo um novo mundo de portas abertas à espera.
As pessoas têm pena, passam a chamar-lhes de “Guerreiras” e muitos dos comportamentos errados, passam a ser desculpas, pois afinal, “ela já sofreu muito”.

Odeio coitadistas! Odeio as pessoas não vão à luta! Odeio pessoas que não sabem aproveitar a sorte que têm e as coisas boas que a vida tem para nos dar. Odeio pessoas que vivem à sombra do coitadismo.

Odeio pessoas que buscam por protagonismo e atenção à conta do coitadismo. Odeio pessoas que não sabem agarrar nos percalços normais da vida e transformá-los em lições aprendidas e cabeças erguidas até à próxima paragem. 

É tão melhor viver feliz. Ser feliz é (quase sempre ) uma opção. 

Quando as coisas más nos acontecem, temos 2 hipóteses: Ou nos agarramos ao coitadismo, ou nosorgulhamos por mais uma dificuldade ultrapassada e uma lição aprendida.

Eu escolho ser feliz. Sempre escolhi. Sempre acreditei que “tudo se resolve”, sempre aceitei que nem tudo é mau. Sempre dei a volta por cima, sempre enfrentei cada dia com um sorriso na cara, porque ser feliz é tão bom, que não sei como é que alguém opta por não o ser…

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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

“No meu tempo também se criavam crianças”



Já ouvi esta frase várias vezes. Normalmente no contexto da resistência dos “mais antigos” a aceitarem que as coisas mudaram, e o que era antes, não é agora.

Há muita resistência por parte das nossas mãe/tias/avós para todas as coisas que fazemos, ao criar e educar uma criança, que são agora tão diferentes do que foi em tempos.

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!” e não só.

Há muito do que era “normal” há uns anos atrás que é agora completamente abolido.

Veja-se a alimentação: Nunca foi o caso lá em casa, mas há todo o role de adultos que foram em tempos crianças alimentadas com mioleira, fígados, e todo o tipo de vísceras de animais. É o que era bom para eles. Hoje sabe-se que as doenças estão nos órgãos pelo que estes deixaram de ser recomendáveis...

Há uns anos atrás, não se devia pegar nos bebés na vertical porque “a coluna era muito frágil”. Os bebés ficavam nos berços deitados até bem tarde. Hoje sabe-se que estimulando, os músculos vão desenvolvendo, e os bebés começam a sentar-se e levantar-se cada vez mais cedo.

Até há bem pouco tempo as primeiras sopas eram dadas nos biberões para os bebés não se engasgarem. Agora damos-lhes legumes inteiros para as mãos aos 6 meses de idade.

São coisas…

O problema é a ladainha que nós mães temos que ouvir, de cada vez que falamos em ideias “dos tempos modernos” em frente aos mais antigos.

Parece que ficam até chateados, ou ofendidos, como se tivéssemos a acusá-los de alguma coisa, o que não é verdade. Simplesmente temos o direito de fazer as nossas escolhas.

Parece que a culpa, as comparações e os palpites nem sempre acabam quando os filhos crescem…


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18 vezes!


E se eu te dissesse que há uma coisa maravilhosamente boa e super positiva que só podes fazer cerca de 18 vezes da tua vida?

Falo de algo que é cansativo mas profundamente compensador…
Provavelmente ficarias triste por ser uma coisa boa e só poder fazê-lo tão poucas vezes...

Pensa comigo, cada vez mais os miúdos são mais independentes mais cedo. Se tudo correr dentro da normalidade, os nossos filhos, a rondar os 18 anos tiram a carta de condução e começam a correr os festivais de verão e a passar férias a acampar com os amigos.
Ou seja, a rondar os 18 anos, não vão mais querer passar férias connosco. Ir à praia com os pais, ou ir ao parque com os avós. É a ordem natural da vida…

no meio disto tudo, restam-nos apenas aproveitar o verão as (pouquissimas) 18 vezes que podemos, antes que eles não queiram estar connosco.

Por isso, quando tiveres de férias com os teus filhos e eles tiverem na praia a encher-te de areia; quando quiseres ler um livro e eles obrigarem-te a fazer castelos com os baldes; quando quiseres relaxar e eles andarem a rondar-te e a chamar-te 765 vezes por dia; quando eles acordam cedo; quando ficam birrentos no final de tarde; quando querem a tua atenção… Lembra-te, que só vais gozar os teus filhos de férias cerca de 18 vezes na vossa vida inteira.
Sugiro que aproveites!



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Coisas que faria diferente, se tivesse um segundo filho!


Isto é muito assim, vamos aprendendo à medida que avançamos.
Quando somos mães, não sabemos ao que vamos e por isso a cada dia, damos o melhor que vai na nossa cabeça mesmo que mais tarde mudemos de ideias.
Por isso sim, mudar de ideias é normal e não há nada de errado nisso.
Eis algumas coisas que faria diferente se tivesse um segundo filho:

*Não idealizar o parto – Não vale muito a pena pensar que vai ser assim ou assado porque é tudo muito imprevisível. Na minha inocência imaginei um parto muito calmo e acabou por não ser nada assim, o que apenas me levou à decepção.

*Não permitir que me roubem o controlo – Ainda sobre o parto. A certo ponto toda a sala de partos era uma confusão pegada, não por mim, mas pelo monte de gente (médicos e enfermeiros) dum lado para o outro na sala em clara urgência. Não conseguia ouvir as instruções do médico. Perdi o controlo da situação e se não voltaria a permitir.

*Violência obstétrica – Não gosto de entrar em detalhes, fui alvo de uma manobra considerada violência obstétrica que não voltaria a permitir.

*Entra e sai de visitas – Há pessoas muito inconvenientes… Em caso de segundo filho vou ignorar um pouco as regras da boa educação e vou recusar visitas lá a casa nos primeiros dias. Lamento, mas a minha sanidade mental precisa.

*Opiniões – Por não saber o que andava a fazer, coloquei questões, o que fez com que algumas pessoas se sentissem na liberdade de opinar demais. Não volto a cair nessa. As opiniões, são para cada um guardar as suas.
*Culpa – Adeuzinho! Nunca mais sentirei culpa. Sei que dou o melhor de mim e isso basta! Sentir-me culpada por estar cansada ou não saber melhor, nunca mais!

*Drama – Com a culpa vem a busca da perfeição! E essa busca faz com que tudo o que fuja da “linha central” seja um verdadeiro drama. Minimizar certas coisas seria a nova forma de estar.

*Persistência – Por outro lado, por tanto ouvir os outros, acabei por ceder a certas “regras” que não volto a ceder. Compreendam que a mãe sou eu, e quem manda aqui sou eu! E não permitirei que insistam até eu ceder novamente. Se voltar a ter filhos, não vou ceder a pressões nas coisas que acredito.

*Slow – Não sou de extremos nem de filosofias, mas farei muito menos para agradar a terceiros. Se podemos ir à festa do teu filho? Talvez! Se for fácil até vou, mas não farei nenhum esforço, afinal de contas, são poucos os que fazem o esforço pelo meu.

Estes são alguns exemplos, certamente há mais. Quais são os vossos?


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Viver nas redes sociais



Infelizmente há muito quem o faça. Quem se conduza através das redes sociais.
O que lamento imenso.

Irritam-me pessoas que contam likes, mas não telefonam. Pessoas que debitam comentários mas não conversam. Pessoas que debitam fotos, mas pouco vivem.
Pessoas que continuam a sorrir para uma selfie solitária, , mas que não vivem os momentos. 

Enervam-me fotos de
 crianças arrumadinhas com a legenda “o meu bebé”, crianças essas que poucos abraços recebem.

A vida não são redes sociais. Muito pelo contrário. A vida é para sorrir, e viver os momentos sem se preocuparem em tirar fotos bonitas. A viva não é para levar filtros. É para gozar e aproveitar …

A vida não é para se viver através de redes sociais… Deixem-se disso!

Visitem a família, telefonem aos amigos, combinem saídas em conjunto. 

Conversem, oiçam, oiçam música e dancem como se ninguém tivesse a ver. 

Criem memórias e recordações nos vossos corações. Abracem as vossas crianças… e tudo isto, sem colocar no Facebook!



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Mudámos

Eu mudei, e tu mudaste porque ele nos mudou… A vida mudou-nos!
Hoje o que eu significo para ti e tu para mim é algo completamente diferente.

Agora, não andamos a passear de mãos dadas a dois, passeamos a três.

Agora já não ficamos na cama até tarde, ao Domingo, porque agora vamos bem cedo para o jardim jogar à bola, ou até em casa brincar aos dragões.

Agora já não vamos ao cinema à sexta, porque fazemos sessões de desenhos animados com baldes de pipocas.

Agora já não nos perdemos em conversas melosas, e planos para o futuro, porque o futuro bateu-nos à porta e os afazeres do dia-a-dia ocupam-nos o tempo todo.

Quando olho para ti não vejo mais aquele rapaz com quem queria casar. Vejo um pai de família, com tudo o que sonhei.

Agora vejo-te a pegar no nosso filho ao colo, a mudar-lhe a fralda, a dar-lhe almoço, a adormecê-lo, a secar-lhe as lágrimas da birra, e sabes que mais… Com estes gestos seduzes-me mais que nunca!

Agora olho para nós e já não vejo um casal de miúdos a brincar aos namoros… Vejo uma família que tu e eu construímos… Um casal de pais e um filho que todos os dias crescem juntos.

Agora, respeito-te mais que nunca, admiro-te mais que nunca, e amo-te mais que nunca!

Esta vida em que vivo, em parte, deve-se a ti.

Mudámos muito, mas com vocês, sou feliz!



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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Diz-lhe mais uma vez que o amas!


Eu sei que estás cansada, mas só mais um bocadinho.

Dança com ele mais uma música, soltem-se em dancem juntos, mesmo que te doam as pernas.

Brinca mais uma vez às bonecas, bebé o teu chá feito de ar, e come os teus bolos feitos de folhas de papel mesmo quando está a dar o teu programa favorito.

Lê-lhe mais uma história, mesmo que já passe da hora de dormir.

Joga só mais uma vez à bola, mesmo que o teu telemóvel esteja a tocar.

Dá-lhe mais um bocadinho de colo, mesmo que te doam os braços.

Quando deres conta, o teu bebé será adulto. Chegará o tempo em que vai ser ele que não quer dançar, não liga a bonecas, não houve mais histórias, nem gosta de jogar à bola, e já não quer colo.

Quando deres conta, o teu bebé não será mais o teu bebé, e todas essas coisas irão desvanecer no tempo.

Lembra-te, que ele só é o teu bebé, por apenas um bocadinho. 

Por isso, dança com ele, brinca às bonecas, lê muitas histórias, joga à bola até te doerem os pés, e dá tanto colo quando possas, antes que tudo isso não passe de memórias.

Ah e já agora, diz-lhe mais uma vez que o Amas, e nunca deixes de dizer!



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Trabalhos de férias!


Vamos ter mais 1 semana de férias, só os dois, estou desejosa que cheguem esses dias, e tenho imensos planos para eles. Ando a elaborar uma lista de coisas para fazermos, e cheguei à conclusão, que esta podia ser a lista de trabalhos de férias para todas as crianças:

*Dançar 2 musicas por dia;

*Cantar 3 musicas por dia;

*Pintar – um quadro, uma pedra e uma parede;

*Fazer uma escultura com plasticina;

*Fazer uma escultura de barro;

*Fazer um bolo e uns biscoitos;

*Fazer uma máscara com um prato de plástico, e um animal com uma caixa de ovos;

*Fazer bolas de sabão;

*Comer um chupa;

*Construir um forte com as almofadas do sofá;

*Alimentar um animal;

*Comer um gelado;

*Ler uma história e inventar uma história nova;

*Descobrir um parque novo;

*Apanhar flores;

*Nadar (ou pelo menos tentar);

*Apanhar um banho de balde, alguidar ou mangueira;

*Escolher brinquedos para doar;

*Brincar ao faz de conta;

*Fazer um novo amigo;

No fim de contas, vamos ser felizes juntos! É só isso que quero!



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Lembro-me de ti


Lembro-me de ti na minha barriga, quando me davas pontapés;

Lembro-me de ti quando nasceste, do teu corpo quente no meu;

Lembro-me de ti quando abrias muito os olhos ao ouvir a minha voz;

Lembro-me de ti, quando nos namorávamos a meio da madrugada;

Lembro-me de ti quando rasgavas pequenos sorrisos em resposta a quando falávamos contigo.

Lembro-me de ti a palrar, com aqueles sons tão doces que nos davam um vislumbre do que seria a tua voz.

Lembro-me de ti quando começaste a sentar-te, a bater palmas, e a fazer pequenas coreografias das músicas que te cantava.

Lembro-me de ti quando deste os primeiros passos, e com eles os primeiros trambolhões.

Lembro-me de ti a ser curioso na tua descoberta do mundo.

Lembro-me de ti a ser rabugento e a fazer birras;

Lembro-me de ti a ser meigo e doce, e super bem comportado.

Lembro-me de ti a cada segundo do meu dia, e ainda que estejas a crescer, lembro-me que serás sempre o meu bebé.



quarta-feira, 25 de julho de 2018

Ser mãe é um privilégio


Ser mãe é muitas coisas! 

E com tanto que se diz agora e com tanto que se escreve nas redes sociais, ser mãe, para quem não o é pode parecer um tanto ou quanto confuso. 

Queixamos-mos muito. É verdade. Reclamamos do cansaço, das noites sem dormir. Deles estarem sempre sujos, de desarrumarem meio mundo. De gritarem e de fazerem birras… 

Ao mesmo tempo alegamos que é o melhor que a vida tem para nos dar.
O que sinto mesmo é que ser mãe é um privilégio, que infelizmente nem todas as pessoas podem passar por ele.

É um privilégio ter tanto por limpar e arrumar. É um privilégio não dormir uma noite inteira. É um privilégio ter dores de cabeça de tantos gritos e gritinhos… É mesmo!

Porque é um privilégio poder ver crescer todos os dias um ser que nós geramos. Um ser que criamos e que irá crescer à nossa imagem.

É um privilégio ter um mini-eu comigo todos os dias.
É um privilégio receber festinhas, destas mãos tão pequeninas e meigas.
É um privilégio receber abraços e sentir o toque duma pele tão macia.
É um privilégio regressar à infância e brincar, sem preocupações.
É um privilégio poder sentir algo tão forte que se torna indescritível.
É um privilégio ter um ser que amamos de forma tão incondicional, e que nos ama da mesma forma. Sem regras, sem condições, sem mágoas, sem porquês…
É um privilégio partilhar o ritmo cardíaco com outro ser. É um privilégio ter parte de nós fora do corpo.

É um privilégio ser mãe, com tudo o que isso implica.

Se tivesse que definir a maternidade numa palavra seria essa mesmo: privilégio!

Sou uma privilegiada!

(Imagem: Pinterest)

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terça-feira, 24 de julho de 2018

As “novas” festas de aniversário!

As festas de aniversários actuais são muito diferentes daquilo que foram em tempos.
Lembro-me bem de andar pela rua a chamar as amigas para virem ao nosso pátio para a festa a decorrer naquele preciso momento. Não havia convites nem planeamentos com antecedência. 

A minha mãe fazia um bolo de iogurte e às vezes usava-se velas perdidas lá por casa que se compravam em caixas de 10, e sem nrs e como tal davam para todos. 

Comprava-se 2 tortas da Dancake no minimercado e uns sumos IKA (para mal dos meus pecados, porque aquilo é horrível) e estava feita a festa!

Hoje não é bem assim. Dizem-me muitas coisas: 
“Hoje as pessoas exageram”, “No meu tempo era mais simples”, “Eu nunca tive nada disso”, “Ele nem se vai lembrar”…
Ainda assim dou o meu melhor para as festas de aniversário do meu filho!

Não sei se é um exagero ou não, nem sei se ele se vai lembrar mais tarde. Sei que fico feliz por lhe dar o meu melhor!
É o dia dele, e é também o meu dia! O dia em que faz anos que fui mãe. O dia em que faz anos que me tornei noutra pessoa… que renasci.
para mim faz todo o sentido festeja-lo com todos os que me são importantes. E os convidados são-me importantes, tento dar-lhes o melhor que posso. Simples. 

Será que podemos considerar exagero aquilo que nos faz feliz?!
Cada um de nós deve colocar os seus esforços naquilo que nos faz bem! E esta festa faz-me bem!

Acho que os putos curtiam “um molhe” no insuflável trazido pela Hoje há Festa



Quando o “ratinho” apertava, tinha uma mesa decorada pela Sweet Lemonade Party,  com aquilo que eles mais gostam: DOCES! – Dias de festa são excepções e dou livre-trânsito ao açúcar!








Os adultos, tinham com que se entreter na mesa dos salgados, fornecida e decorada pela Momentos Únicos – Festas com Charme, com uma enorme variedade e um aspecto fabuloso.
Houve até quem me disse que a mesa estava tão bonita que até dava pena comer. 





Estas meninas (as Catarinas da Sweet Lemonade e da Momentos Únicos) na realidade salvaram-me a vida!
Na semana anterior à festa tive fora do país e elas organizaram tudo.
Foi uma estranha sensação, nos momentos antes da festa não ter nada para fazer…

No fim de contas, eu gostei, e acho que ele também.
Fui feliz, e se fui feliz, terá sido um exagero?! Eu diria que não!



sábado, 14 de julho de 2018

Carta a quem toma conta do meu filho

Obrigada por o ajudares a crescer!

A frase está gasta mas não encontro melhor. É mesmo isso que te quero dizer: Muito obrigada por o ajudares a crescer. 

Obrigada por todas as fraldas que mudaste. 
Obrigada pelo desfralde que tão corajosamente iniciaste e acabaste por ensiná-lo tanto a ele como a mim. 

Obrigada pelos almoços que ajudaste a dar, pelos lanches, pela paciência para quando ele não queria comer. 

Obrigada pelo colo que dás, pelas músicas que lhe cantas, pelos beijinhos, festinhas e abraços que sei que lhe dás todos os dias. 

Obrigada por tomares conta dele quando eu não posso. 

Obrigada pelas brincadeiras e jogos que fizeste com ele.

Obrigada pelo que lhe ensinaste. Obrigada por lhe ensinares a dizer "se faz favor" e "obrigada".
Obrigada por o ensinares a colocar os talheres quando acaba de comer, e a lavar as mãos depois de ir à casa de banho. 


Obrigada por lhe ensinares os números, as cores, o som dos animais...

Obrigada por ensinares a brincar, a partilhar, a ser amigo... 

Obrigada por diariamente gostares dele e fazeres com que ele goste de ti. 

Obrigada por todos os momentos que tiveste lá porque eu não pude. 

Resumidamente Obrigada por o ajudares a crescer!

A todas as educadores, auxiliares, ou seja lá qual for o titulo: Obrigada

Ass: Mãe


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Planear festas de aniversário


Para uma mãe, a festa de aniversário do(s) seu(s) filho(s) é muitas vezes com organizar o evento do ano.

Todos os pormenores têm que ser tidos em conta e há todo um caderno carregado de listas de coisas para fazer, comprar e preparar.
Gosto da festa dele. Gosto de celebrar o nascimento dele, e gosto de o ver feliz, num dia dedicado inteiramente a si, e pensado no que ele mais gosta.
Ainda ando à procura do equilíbrio perfeito para as festas “perfeitas”, mas ouve algumas lições que já aprendi nos últimos 3 anos.

  • ·         Planear com antecedência – Acho que esta é a maior vantagem. Ao preparar toda a festa com antecedência, tudo flui de forma mais simples. É possível ir vendo as coisas aos poucos, encomendar o que for preciso com tempo e sem stress, planear, e até ir dividindo a despesa ao longo do tempo. Só vantagens.
  • ·         Simplificar – Há certas coisas que não vale a pena complicar. Perder horas a fio a fazer toppers em forma de estrelinhas para os putos nem os verem é um desperdício de tempo e energia. Há que estabelecer prioridades e simplificar no que for possível.
  • ·         Menos é mais – Principalmente com as crianças. O que importa é divertirem-se. Por isso este ano, deixamos a animação entregue aos insufláveis da Hoje há Festa, porque ainda que eu não seja fã, a verdade é que eles adoram insufláveis.
  • ·         Investir – No que toca ao material utilizado nas festas de aniversário é possível investir para se poupar. No exemplo dos descartáveis, há empresas que vendem descartáveis mais baratos (mais baratos do que nas lojas dos chineses) mas que apenas vendem em quantidades maiores. Ainda assim compensa. No nosso caso vamos para a terceira festa de anos em que os descartáveis foram comprados no primeiro ano. O mesmo acontece com loiça ou toalhas de mesa. Comprar cores neutras de forma a poder utilizar em vários anos.
  • ·         Delegar – Nem sempre é possível mas este ano, por falta de tempo acabei por pedir orçamentos para que organizassem a festa por mim. E fiquei surpreendida. Além disso, não custa nada pôr as tias e as avós a participar também. Costumo pôr mulheres na cozinha e homens no jardim a encher balões. Este ano, entreguei os balões e a paparoca à Catarina da Momentos Unicos – Festas com Charme e a mesa dos doces será preparada e decorada pela Sweet Lemonade  e depois conto como correu.
  • ·         Não desesperar – para um perfeccionista como eu, a festa pode ser muito stressante mas não nos podemos desviar do foco. O importante é eles estarem felizes, e de nada serve ter uma festa deslumbrante se andarmos a chatearmos-mos com eles por estarmos stressadas. Assim, mais vale cancelar tudo. Manter a calma e minimizar. Quem não gosta põe na borda do prato, desde que o aniversariante goste. E para eles gostarem é preciso muito pouco.

Têm mais segredos para o planeamento das festas de anos?!
Contem-me tudo!

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(Imagem: Vectorportal)

quinta-feira, 12 de julho de 2018

És o primeiro!


Sabes filho, não foste o primeiro!

Quando olho à nossa volta, e vejo os bebés da tua idade, chego à conclusão que não foste o primeiro.

Não foste o primeiro a sentar sozinho. Insistias em tombar para o lado…

Não foste o primeiro a gatinhar… Arrastavas-te pelo chão e caías e só soubeste gatinhar, à séria, depois de saberes andar.

Não foste o primeiro a andar. Tinhas medo, e agarravas-te às coisas, e passaram largos meses até ganhares coragem para começar a caminhar sozinho.

Não foste o primeiro a falar… de longe! Continuas com o teu discurso atabalhoado juntando apenas pequenas palavras enquanto “os outros” formam frases perfeitas.

Não foste o primeiro a saber contar, a saber as cores, ou o som dos animais! Para falar verdade nem me lembrei de tos ensinar, estava mais ocupada nas nossas brincadeiras tolas!

Não foste o primeiro a largar as fraldas. Demoraste meses até começares a pedir para fazer xixi…

Não foste o primeiro em nenhuma das etapas de desenvolvimento no grupo de bebés que te rodeiam…

Mas foste o primeiro nas coisas mais importantes.

Foste o primeiro a ensinar-me o que é amar a sério. A saber o que é verdadeiramente querer o melhor de outra pessoa, acima de nós.

Foste o primeiro a mostrar-me o que é ser genuíno, livre de preocupações com olhares indiscretos, livre de preconceitos ou ideias pré-definidas.

Foste o primeiro a pôr-me em primeiro lugar! Se tu és o meu nº1, sei que sou o teu, e não há ninguém que consiga sobrepor-se no meu papel de mãe.

Foste o primeiro a falar-me sem palavras. A dizer-me que me amas de mil e uma formas sem precisares de falar.

Foste o primeiro a ensinar-me a brincar. Já me tinha esquecido de como é bom, fazer apenas aquilo que nos apetece e como nos apetece.

Foste o primeiro a ensinar-me muito sobre a vida, sobre mim, sobre ti e sobre as pessoas.

Foste o primeiro a mudar toda a minha vida, e tudo o que sou.

Foste e serás sempre o meu primeiro tudo!



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